Cultura

VIRADA POPULAR CAMPINAS

Virada Cultural Popular: já que os de cima boicotam, os de baixo resistem!

Nos dias 28 e 29 de maio aconteceu a Virada Popular em Campinas, alternativa de resistência ao cancelamento da Virada Paulista pela prefeitura de Campinas.

quarta-feira 1º de junho de 2016| Edição do dia

A Virada Cultural Paulista, evento que oferece por 24 horas atrações culturais no interior e litoral de São Paulo deveria ocorrer nos dias 28 e 29 de maio em Campinas. A prefeitura de Campinas cancelou a Virada Cultural esse ano para cortar gastos. Em parceria com o governo do Estado, que custeia as atrações culturais, o município ficaria responsável por garantir a infraestrutura do evento, uma somatória de 300 mil reais. Essa mesma prefeitura, que já havia cancelado o carnaval da cidade, mostra que está contaminada pela mesma idéia que a do governo interino de Temer: a cultura não deve ser um direito.

Como resposta, a população tomou pra sí a iniciativa de organizar de forma alternativa e independente a Virada Cultural Popular que aconteceu nos mesmos dias e locais previstos para a Virada Paulista. Com a proposta de uma organização horizontal e auto-gestionada, qualquer pessoa poderia se envolver com o evento, seja se apresentando ou auxiliando na organização. A idéia foi convidar os artistas da cidade para levarem suas apresentações sendo elas performances, shows, teatro, artes visuais ou qualquer outra forma de expressão para a Praça Arautos da Paz, local onde aconteceria a Virada Paulista.

A programação contou com vários artistas da cidade, valorizando a cena cultural local. Bandas autorais, DJs, performance, capoeira, grafitti marcaram o fim de semana na Praça Arautos da Paz. Vários MC’s se apresentaram, fortalecendo a cena do rap de Campinas num espaço onde a cultura da periferia pode ser valorizada.

Nas apresentações, estava muito vivo o espírito de combate aos ataques que a cultura vem sofrendo, com falas contra o boicote da prefeitura, pelo direito à cultura e também fora Temer. O escandaloso caso do estupro coletivo de uma garota de 16 anos nessa última semana também foi lembrado.

A mobilização que tornou possível a virada cultural popular de campinas deixou claro que a população não está passiva, se mostrando combativa contra todos os governos que atacam a educação e a cultura. É com esse espírito que devemos ir por mais, fomentando e fortalecendo o acesso à arte e travando todas as lutas para garantirmos que a cultura seja um direito para todos.

O Esquerda Diário conversou com Lua Gatinoni sobre a iniciativa e a organização da Virada Popular, alternativa de resistência ao cancelamento da Virada Paulista pela prefeitura de Campinas. Confira!




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