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USP NA PANDEMIA | [Vídeo] Intervenções da Faísca e Nossa Classe na plenária dos 3 setores da USP

Plenária dos 3 setores da USP reuniu estudantes, professores e trabalhadores para discutir as péssimas condições de ensino e trabalho dentro da universidade. Nossa luta tem que ser unificada e construída de fato pelo DCE e pelas outras entidades.

quinta-feira 24 de junho | Edição do dia

A plenária dos 3 setores da USP aconteceu na manhã desta quinta-feira (24) e contou com a presença de 180 pessoas no seu auge.

Permanência estudantil, saúde mental, campanha salarial, vacinação, estatuto de conformidades, moradia estudantil precária... Foram alguns dos temas debatidos nesse importante espaço de organização dos estudantes.

Estamos acompanhando nacionalmente uma precarização absurda da educação que se reflete aqui dentro da USP. Demissões, arrocho salarial e condições cada vez mais precárias de ensino e pesquisa. Bolsonaro, negacionista por excelência, ataca a educação. Mas Bolsodoria também não fica para trás, querendo privatizar até mesmo o Instituto Butantan.

É um momento de ataques que para responder é preciso que estejamos organizados. E, apesar dessa plenária ser um importantíssimo espaço, ela deveria ter sido verdadeiramente construída. O DCE da USP, composto pelo PT, PCdoB e Levante, praticamente não divulgou, não fez passagens em sala, não convocou os estudantes a participarem e opinarem. A partir do momento que existe um espaço como esse sem a presença do conjunto que expresse os estudantes, o espaço se torna formal e não cumpre com o objetivo político de pensar os rumos de nossa luta.

Inclusive, foi para debater sobre os rumos de nossa luta que a Juventude Faísca e Movimento Nossa Classe interviram nesse espaço. Em nossas falas, como vocês podem assistir logo abaixo, ressaltamos a necessidade de nossa luta dentro da USP estar totalmente ligada com o processo de mobilização nas ruas que se abriu no último período.

Se os capitalistas se unem para que a educação esteja a serviço cada vez mais dos lucros dos empresários, nossa batalha é para unir estudantes e trabalhadores para responder a altura não só resistindo contra esses ataques, mas lutando para que sejam os interesses dos trabalhadores e da juventude que sejam levados em conta.

Por isso apontamos também os limites que os partidos (Psol, PSTU, UP, PCB) que se dizem oposição à esquerda das burocracias e que dirigem inúmeras entidades da USP e do Brasil inteiro, os limites que impõem para que avancemos.

Primeiro é preciso romper com a convivência pacífica com o PT e PCdoB que querem usar nossa força nas ruas para dar uma saída eleitoral em 2022 que não vai resolver nossos problemas. Ao invés disso, a esquerda está chamando em conjunto com as burocracias atos só pra daqui a um mês para desviar e refluir a energia das massas. Depois que a saída que apontam pelo impeachment deposita nossa confiança nesse congresso reacionário golpista que no final vai colocar outro reacionário saudosista da ditatura no poder, o Mourão.

O caminho que devemos apontar é outro: assim como não confiamos no Reitor aliado de Dória e em todo essa estrutura de poder da Universidade, também devemos confiar somente nas nossas forças para mudar a estrutura de poder do país.

É nesse sentido que defendemos que existam assembleias de base nas universidades que votem delegados revogáveis para um comando nacional de luta.

Que defendemos que as Centrais Sindicais chamem e construam com assembleia nos locais de trabalho um dia nacional de paralisação contra Bolsonaro, Mourão e os militares, sem absolutamente nenhuma confiança no congresso e no STF que aplicaram ataques, os quais também batalhamos para reverter. O caminho que a Faísca e Nossa Classe aponta para os trabalhadores e a juventude é por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana que mude não só os jogadores, mas também todas as regras do jogo.




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