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1º DE MAIO INTERNACIONALISTA DA FRAÇÃO TROTSKISTA | Venezuela: "Apostamos em um reagrupamento da esquerda anticapitalista venezuelana que tire lições estratégicas sobre o fracasso do chavismo!"

Intervenção de Angel Arias no Ato Internacionalista de 1º de Maio da Fração Trostkista - Quarta Internacional (FT-QI)

sábado 1º de maio | Edição do dia

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Angel Arias é trabalhador estatal e dirigente da Liga de Trabajadores por el Socialismo (LTS) na Venezuela, organização irmã do MRT do Brasil e parte integrante da Fração Trostkista - Quarta Internacional (FT-QI). Confira sua fala no ato:

“Na Venezuela, confluem o fiasco e decomposição de um projeto que expressou aspirações do nacionalismo burguês, junto a uma agressiva intervenção imperialista apoiada nos governos mais reacionários regionais e na oposição de direita nacional.

O drama do povo venezuelano mostra o beco sem saída ao qual levam estes projetos, incapazes de levar adiante qualquer emancipação nacional, muito menos uma revolução social. Chávez falava de “revolução” e “socialismo”, mas os mecanismos de dependência e subordinação ao capitalismo imperialista se mantiveram, assim como a estrutura do capitalismo dependente e rentista, enquanto se avançou em um profundo enquadramento das organizações operárias, populares e camponesas à disciplina estatal. Esses elementos se revelaram em toda sua dimensão reacionária quando as condições econômicas mudaram e o regime deu um giro para uma fase profundamente ajustadora e repressiva, estabelecendo um governo quase ditatorial.

Assim, a situação do povo venezuelano é trágica já há muitos anos, sendo destruídas, como nunca antes, suas conquistas salariais, previdenciárias e trabalhistas, pulverizando os salários, com verdadeiros pacotes neoliberais. Estes ataques levaram ao esvaziamento e à extrema debilidade da grande parte dos sindicatos, pela combinação entre as demissões massivas, as suspensões, a emigração para fora do país, o aumento da economia informal e de trabalhos “por conta própria” totalmente precários, e o constante esforço de intimidação, perseguição e repressão por parte do governo Maduro e das Forças Armadas.

É por isso que, até hoje, dezenas de trabalhadoras e trabalhadores continuam nas prisões da Venezuela, ou em regime de prisão domiciliar, por lutar ou por denunciar o governo. Se destaca o caso de Rodney Álvarez, que cumprirá 10 anos preso, sem julgamento nem sentença. Exigimos liberdade plena para todas as trabalhadoras e trabalhadores presos!

É uma luta que levamos adiante ao mesmo tempo que enfrentamos a ingerência do imperialismo estadunidense, que tem como objetivo impor um governo fantoche, e que impõe ao país sanções e confiscos que não apenas violentam a soberania nacional como também aprofundam as penúrias do povo venezuelano. Denunciamos essa política imperialista e as frações políticas que, com Guaidó à frente, são parte dessa política criminosa. Abaixo as sanções e confiscos!

Denunciamos a “Lei Antibloqueio” de Maduro, que ao pior estilo neoliberal, entreguista e privatizador, avança na entrega de empresas nacionais e recursos naturais ao capital privado transnacional e nacional, privatizando a torto e a direito empresas e terras, que passam para as mãos da burguesia tradicional e dos novos ricos surgidos do chavismo.

Nós da Venezuela saudamos a greve nacional realizada na Colômbia neste 28 de abril, que teve mobilizações massivas contra a reforma tributária de Duque e contra a criminalização e repressão de lutas sociais.

Apostamos em um reagrupamento da esquerda anticapitalista venezuelana que tire lições estratégicas sobre o fracasso do chavismo!”

Leia aqui o Manifesto internacional O desastre capitalista e a luta por uma Internacional da Revolução Socialista




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