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MOVIMENTO ESTUDANTIL | Vem pras atividades estaduais da Faísca pós 29M!

No dia 29 de maio, mais de cem mil, na sua maioria jovens estudantes, participaram de marchas e protestos contra Bolsonaro e seu governo de extrema direita em diversas cidades do país. A Faísca esteve no dia 29M em diversas cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Espírito Santo e Paraíba, além de simpatizantes do Esquerda Diário em outros estados do país por Fora Bolsonaro, Mourão e militares! Essa semana convocaremos reuniões estaduais para debater a necessária continuidade da mobilização, como nos organizarmos e um balanço do que foi o 29M, participe!

quarta-feira 2 de junho | Edição do dia

As manifestações de sábado, diante de uma situação calamitosa de mais de 450 mil mortes, fome e desemprego, além de uma agenda de ataques que inclui o STF votar a permissão de demissão coletiva em massa sem passar por acordo coletivo, a Reforma Administrativa, as privatizações e os cortes, precisam ser massificadas. A linha do “fica em casa”, alimentada por todas as instituições do regime contra o negacionismo de Bolsonaro, começa a demonstrar os seus limites. O “fica em casa” não era uma política de isolamento social racional contra a covid-19, mas uma linha de conter o ânimo das massas e possíveis explosões sociais, para conduzir esse descontentamento à via institucional, transformando trabalhadores e juventude em telespectadores da CPI da Covid e em indivíduos que esperam passivamente as eleições de 2022 para eleger Lula, que faz lives e coletivas com um discurso contra Bolsonaro, mas faz questão de escancarar a política conciliadora do PT, se aliando com a mesma direita que foi protagonista do golpe Institucional.

Chamado à Plenária Aberta da Faísca RS "A luta da juventude contra Bolsonaro e Mourão: quando o governo é mais letal que o vírus", nesta quinta-feira (3) as 15h00. Mais informações pelo whatsapp: + 55 51 98639-1684

Sem confiar nas saídas institucionais que alimentam uma ilusão de que é possível desgastar Bolsonaro para fazer o impeachment. Não podemos fazer como as direções sindicais da CUT (PT) e CTB (PCdoB), que não convocaram nem organizaram as bases da classe trabalhadora para atuar juntamente com a juventude e ainda atuaram para dividir as lutas, chamando um ato para o dia 26, enquanto a UNE, principal direção estudantil, majoritariamente UJS, Juventude do PT e Levante Popular da Juventude, chamou o ato para dia 29. Nem tampouco como a Oposição de Esquerda, composta pelo Afronte, Juntos!, Correnteza, UJC e MUP, que atuam com a mesma política.


Chamado para a Plenária Aberta da Faísca UFMG "Quais os próximos passos na luta contra Bolsonaro e Mourão?" nesta sexta-feira, as 17h00. Mais informações pelo whatsapp: + 55 31 7557-3384

Essa divisão que só nos enfraquece precisa ser superada. A partir do Esquerda Diário e da Faísca Revolucionária, estamos levantando que a UNE precisa urgentemente articular centenas de assembleias de base, com voz e voto, em cada universidade e instituto federal do país, por um plano de lutas imediatamente para seguir a mobilização contra Bolsonaro, mas também contra Mourão e os outros atores do regime do golpe, como os governadores e STF e os ataques que estão vigentes. As assembleias poderiam votar as demandas e a política a levar adiante, organizando um Comando Nacional com delegados eleitos em cada universidade federal, buscando se ligar não somente aos trabalhadores, mas à juventude de fora das universidades. Essas são medidas decisivas para impedir que o movimento seja burocratizado ou que se transforme em manobra eleitoral.

Chamado ao encontro aberto da Faísca UFRN. UFCG e Pernambuco "Lições do movimento estudantil de Maio de 68 para o pós 29M" nesta sexta-feira as 17h00. Mais informações pelo whatsapp: +55 84 99118-2159

Essa é a forma mais democrática de garantir que o conjunto dos estudantes da base possam ser ouvidos e representados. A decisão sobre o ato não pode ser por uma reunião de cúpula entre os dirigentes das entidades e nem de uma assembleia convocada apenas por uma única organização, sem representar de fato os debates dos estudantes em seus cursos e sem dar direito a voz a opiniões distintas. O Comando seria a melhor forma de dar seguimento à nossa mobilização para unificar com os trabalhadores, potencializando as manifestações de rua. Para isso, os sindicatos também precisam chamar uma paralisação nacional como parte de um plano de mobilizações que permita confluir a luta da juventude com a classe trabalhadora.

Temos que nos apoiar nos ventos de luta de classes internacionais, como vemos os massivos atos nos Estados Unidos contra os ataques do assassino Estado de Israel na Faixa de Gaza que contam com o apoio “negociador” de Joe Biden, presidente dos Estados Unidos que contou com voto crítico até mesmo de figuras do PSOL, e nos protestos da Colômbia contra o governo de Ivan Duque. Estas lutas não são distantes de nós, como vimos nas bandeiras palestinas erguidas nos protestos nacionalmente, assim como nas referências à luta da juventude colombiana. É preciso barrar esses ataques nas ruas, auto-organizados, unificando a juventude e a classe trabalhadora, por Fora Bolsonaro, Mourão e militares. Assim como defender que os trabalhadores e a juventude não lutem somente para mudar os jogadores e sim as regras do jogo, batalhando por uma nova Constituinte, livre e soberana imposta pela luta, para revogar todas as reformas.

Uma paralisação nacional seria a expressão mais forte da unidade da nossa classe junto com a juventude culminando em uma nova manifestação ainda maior em todas as capitais e estendendo para mais cidades. O Esquerda Diário se colocará como ferramenta de luta dessa batalha e a juventude Faísca - Revolucionária e Anticapitalista convoca nesta semana reuniões estaduais para debater a continuidade da mobilização e necessidade de uma juventude marxista que defenda a unidade com a classe trabalhadora, participe!

Em construção




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