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Denúncias operárias | Veja depoimentos dos trabalhadores da Ação Contact Center em greve por salário e alimentação

O Esquerda Diário está agora na concentração da greve dos trabalhadores da Ação Contact Center recolhendo depoimentos. Veja as denúncias com atualização em tempo real.

segunda-feira 16 de agosto | Edição do dia

"É triste, deprimente e constrangedor. Estamos lutando por uma coisa básica: salário mínimo, alimentação e passagem."

"O que está acontecendo é uma falta de respeito. O patrão nos empurrou até o 5° dia útil com a promessa de 50% do salário. No fim do expediente, faltando 20 minutos pra terminar o turno, eles nos falam que nem isso íamos ter naquele dia. Estão achando que a gente é palhaço."

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"Eles nos cobram muito, querem o nosso suor ao máximo, temos que bater ponto certinho, não tem tolerância com a gente, xingam muito, falam de falta de compromisso, falta de pontualidade, mas não são pontuais pra pagar a gente."

"Uma empresa desse tamanho sendo tão injusta com a gente é absurdo. Saímos de casa cedo pra chegar aqui e o chefe falar que não vai pagar. Se ele tem dinheiro pra viajar e tal, tinha pra pagar. Parcelar vale alimentação não existe. Eu teria vergonha de ser cobrado na minha casa por 200 pessoas, mas ele não falou nada."

"Querem que eu force um ’sorriso na voz’ sendo que eu estou com o salário atrasado."

"A gente sabe que os credores tão repassando o dinheiro pra empresa, não tem justificativa nenhuma pro atraso de salário. Dono, diretor, gerente, tá todo mundo calado. Tem gente que recebeu metade mas até hoje tem gente sem nada de salário e vale alimentação."

"Todo trabalhador aguentou até julho sem greve, sendo que desde abril estamos com atraso, mas agosto foi o limite. Até regularizar 100% a gente não volta a trabalhar porque ele nem quis negociar."

"Aqui na Ação comer não é essencial, o essencial é o transporte. Querem que a gente venha trabalhar, não importa se estamos com fome."

"Tinha que juntar as greves todas pra chegar lá no presidente!"

"Ele (o patrão) diz que tá sofrendo, mas presenteou a filha dele com uma bolsa de oito mil reais há duas semanas."

"Ninguém se preocupa com as nossa contas, água, luz, aluguel e menino pra criar."

"O gerente tava lá na casa dele (do patrão) e riu da gente lá fora, debochado."

"Odeio essa empresa, que raiva, só queria meu salário."

"Aqui é muita pressão psicológica do supervisor, assédio moral, o gerente mandando mensagem cobrando, ficam comparando a gente, cobrando produtividade, dizem que o salário vai cair mas chega no dia e não cai, não tem transparência."

"Desde 2017 não tem repasse do FGTS pra alguns trabalhadores."

"Eles estão me devendo meu exame auditivo, que até hoje não fiz, em três anos de empresa."

"Eu sou grupo de risco, tenho bronquite asmática, e eles arranjaram uma brecha pra invalidar meu laudo e eu não ter licença. Trabalhei na pandemia todo dia, inclusive sábado. Se eu morresse pra eles não ia dar em nada."

"Aqui não abriram as janelas durante a pandemia e a gente era proibido abrir a janela. Trabalhei com 20 pessoas lugar fechado. Só enchiam os potes de álcool quando ia chegar fiscalização."




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