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Abaixo a perseguição do judiciário | "Vamos fazer uma forte campanha contra a condenação de Macapá”, diz Zé Maria do PSTU

O Esquerda Diário conversou com Zé Maria, dirigente nacional do PSTU, sobre a absurda condenação de Antônio Macapá, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos.

sexta-feira 13 de agosto | Edição do dia

Sobre a condenação de Antônio Macapá, Zé Maria explicou:
“O companheiro Macapá foi condenado em base a um inquérito que foi aberto a partir de um pedido de um procurador Federal, por conta de uma manifestação na Dutra organizada pelo Sindicato e da qual participaram os trabalhadores da General Motors. Foi uma manifestação contra a empresa, porque ela havia demitido centenas de trabalhadores no dia dos pais, há alguns anos. Esse procurador federal entrou com um processo e o juiz que o condenou foi o mesmo juiz que já havia o condenado anteriormente num outro processo por conta também de greve. Ou seja, é claramente uma retaliação política, uma coisa absurda”.

Zé Maria também apontou as contradições que a justiça já começa a expressar:
“A decisão do juiz tem um problema, já que nós acabamos de ganhar, há 4 ou 5 meses, uma decisão do STF em um processo que foi movido pela União contra nós, contra o PSTU, contra o Sindicato dos Petroleiros de Sergipe e contra a CSP-Conlutas por uma manifestação da BR-101, na ponte em Propriá, entre Sergipe e Alagoas e o STF decidiu por maioria, com repercussão geral que não é crime interromper uma via pública numa manifestação de trabalhadores então sequer ele poderia ser processado”.

Sobre os próximos passos, Zé Maria declarou:
“Essa condenação não gera uma prisão de imediato, ele pode recorrer em liberdade, nós estamos preparando todos os recursos, mas nós vamos fazer uma campanha política muito forte porque é preciso desmoralizar esse tipo de ação. Vemos relação também com a perseguição que está sofrendo o Galo. Estamos então começando essa campanha, pela anulação dessa condenação e também uma campanha de denúncia desse tipo de medida tomada pelo judiciário que tem como único objetivo dificultar, conter, obstaculizar a luta dos trabalhadores na defesa dos seus direitos”.

Em relação a essa situação, Diana Assunção, dirigente nacional do MRT, declarou: “Rechaçamos completamente essa medida arbitrária contra o companheiro Macapá, é escandalosa essa perseguição política e devemos colocar de pé a mais ampla campanha democrática pela anulação da condenação. Nós do MRT entramos em contato com a Direção Nacional do PSTU para nos colocar a disposição com o Esquerda Diário para essa campanha”.




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