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BRUMADINHO | Vale terá de pagar R$ 1 milhão por cada trabalhador efetivo morto em Brumadinho

Justiça do Trabalho condena a Mineradora Vale S.A. a pagar R$ 1 milhão por danos morais para família de cada trabalhador efetivo que morreu devido ao maior crime ambiental e trabalhista do Brasil, o rompimento da barragem ocorrido na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Quase metade dos assassinados pela tragédia foram desconsiderados na condenação.

terça-feira 22 de junho | Edição do dia

Foto: Leonardo Benassatto

A decisão da Justiça do Trabalho foi tomada no dia 7 deste mês, a partir de uma ação civil pública movida em janeiro pelo Sindicato Metabase Brumadinho. Segundo o TRT-MG, a decisão contempla 131 funcionários, ou seja, apenas aqueles diretamente contratados pela Vale. Todos os trabalhadores terceirizados foram excluídos da decisão.

O Sindicato Metabase Brumadinho pleiteava R$3 milhões para cada trabalhador morto. Entretanto, o montante é inferior ao pedido no processo, ainda que no ano passado, os ganhos da mineradora tenham sidos superiores a R$ 24,9 bilhões e que a empresa tenha lucrado em três meses R$30,5 bi, quase todo seu gasto para reparar seus crimes.

Isso mostra que o valor de RS1 milhão para família de cada trabalhador morto é irrisório para a empresa, que realiza suas negociações em dólar e comumente estabelece acordos sem a participação dos atingidos pelas barragens, buscando também dividir as comunidades e enfraquecer sua organização através de acordos realizados individualmente com os atingidos.

Através de uma nota, a Vale afirma que irá analisar a decisão da Justiça.

O rompimento da barragem B1 da Mina Córrego do Feijão da Vale, controlada pela mineradora Vale S.A. ocorreu há 2 anos, em 25 janeiro de 2019, e assassinou 270 pessoas, das quais mais de 90% eram trabalhadores que atuavam na Mina. Além das mortes o crime causou imensa destruição ambiental, a poluição do Rio Paraopeba e impactos em diversos municípios e comunidades, inclusive indígenas.

As dimensões do crime da Mineradora Vale pode ser mensuradas pela fala de Atamaio Ferreira, que perdeu a irmã na tragédia: "A Vale destroçou, não só a minha família. Ela destroçou inúmeras famílias e a vida de muita gente. A gente hoje não sorri, a gente engana a tristeza"

O crime de Brumadinho é mais um dos frutos do sistema capitalista que coloca o lucro de suas empresas a frente da vida das pessoas, são dois anos que o descaso e os crimes deles são acobertados pelo regime golpista, desde Bolsonaro e Zema até o Judiciário e o congresso que mantem a impunidade dos criminosos em prol do lucro.




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