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Troca-troca ministerial | Vai e vem para conter crises já conta com 27 trocas nos Ministérios de Bolsonaro

Já são quase 31 meses de gestão Bolsonaro e chegamos em 27 trocas de Ministros nesse meio tempo. É quase uma queda, troca ou acomodação por mês. O vai e vem visa conter crises, acomodar aliados do Centrão e, claro, valorizar o famigerado “toma lá dá cá” tão hipocritamente malfalado pelo capitão.

quarta-feira 28 de julho | Edição do dia

Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

Nesses dois anos e meio não foram poucas as figuras abjetas que comandaram ministérios no governo Bolsonaro. Quem lembra de Bebianno, o dono das laranjas que morreu cheio de histórias para contar? Esse foi o primeiro a cair após o escândalo de corrupção conhecido como Laranjal do PSL. O homem foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da presidência da República por um curto tempo e hoje quem ocupa o cargo é o perdoado de Sergio Moro, mestre do caixa 2, Onyx Lorenzoni.

Falando em Sergio Moro, o homem dos melindres também foi um dos ministros que caiu em meio a uma crise. Bolsonaro estava louco para controlar de perto a PF e parece que se arrependeu de ter dado “superpoderes” ao curitibano. Atrás dele veio o atual candidato ao STF, pastor André Mendonça.

Outras figuras asquerosas também já subiram e caíram dos ministérios de Bolsonaro, como foi caso de Vélez e Weintraub que, apesar da insistência, não conseguiram destruir a educação pública no país (graças à resistência estudantil). Ambos saíram em meio a crises e deixaram o ministério com um homem que quase ninguém lembra o nome, e certamente ninguém lembra algum feito positivo, mas é igualmente inimigo dos estudantes, Milton Ribeiro.

- Leia mais: Ciro Nogueira na Casa Civil e o alto preço que Bolsonaro paga em busca de sustentação

O minstério da saúde, então, nem se fale. Mandetta, Teich e Pazuello foram os nomes que antecederam Queiroga. Cada um tem a sua parcela de culpa na criminosa gestão da pandemia.

Essa conta de 27 trocas não leva em conta secretários da cultura, pois Bolsonaro fez o descalabro de rebaixá-la à série B dos ministérios. Mas nessa área tivemos também nomes “incríveis” como Regina Duarte e Roberto Alvim, o troll do vídeo nazista.

E falando nesse assunto, tivemos também Ernesto Araújo, o mentecapto trumpista que foi caído após a derrota do chefe mor estadunidense, Donald, e forte pressão do imperialismo com o Partido Democrata à frente. Em seu lugar entrou outro menos espalhafatoso, mas igualmente reacionário. Outro trumpista que caiu foi Ricardo Salles após ter devastado a floresta amazônica, o cerrado, o pantanal e enchido o bolso de seus amigos madereiros.

- Sobre militares, leia mais aqui: Nos comandos militares, são todos Pazuellos

Via de regra as mudanças ministeriais de Bolsonaro serviram para tentar conter crises. Num momento de enorme rechaço à sua gestão, após mais de 550 mil mortes por Covid, um desemprego altíssimo, inflação galopante para as camadas mais pobres da população, a miséria crescente, as trocas têm sido no sentido de acomodar o Centrão dentro de seu governo. O bom filho à casa retorna, apesar das verborragias, e agora a Casa Civil está nas mãos de Ciro Nogueira, senador do PP, ex-aliado de Lula e réu em vários casos de corrupção.

- Editorial MRT: Fila do osso é símbolo da barbárie capitalista

Veja abaixo lista de trocas:



- Ricardo Vélez sai do Ministério da Educação (entra Weintraub)
- Weintraub sai do Ministério da Educação (entra Decotelli)

- Carlos Decotelli não chega a empossar no ministério (entra Antonio Paulo Vogel)

- Antonio Paulo Vogel sai do MEC (entra Milton Ribeiro)

- General Carlos Alberto dos Santos Cruz sai da Secretaria de Governo (entra Ramos)
- Luiz Eduardo Ramos sai da Secretaria de Governo (entra Flávia Arruda)
- Sergio Moro sai do Ministério da Justiça (entra Mendonça)

- André Mendonça sai do Ministério da Justiça (entra Anderson Torres)
- Luiz Henrique Mandetta sai do Ministério da Saúde (entra Teich)

- Nelson Teich sai do Ministério da Saúde (entra Pazuello)

- Pazuello sai do Ministério da Saúde (entra Queiroga)

- Ernesto Araújo sai do Itamaraty (entra Carlos Alberto França)

- Fernando Azevedo sai do Ministério da Defesa (entra Braga Netto)
- Onyx Lorenzoni sai da Casa Civil (entra Braga Netto)

- Walter Braga Netto sai da Casa Civil (entra Ramos)

- Luiz Eduardo Ramos sai da Casa Civil (entra Ciro Nogueira)
- Ricardo Salles sai do Meio Ambiente (entra Joaquim Alvaro Pereira Leite)
- André Mendonça sai da AGU (entra Levi)

- José Levi sai da AGU (entra Mendonça de novo)

- Osmar Terra sai do Ministério da Cidadania
- Marcelo Álvaro Antônio sai do Ministério do Turismo (entra Gilson Machado Neto)

- Gustavo Bebianno sai da Secretaria-Geral da presidência da República (entra Floriano Peixoto)

- Floriano peixoto sai da Secretaria-Geral da presidência da República (entra Jorge de Oliveira)

- Jorge de Oliveira sai da Secretaria-Geral da presidência da República (entra Onyx)

- Onyx Lorenzoni sai da Secretaria-Geral da Presidência da República (entra Ramos)


- Ministério das Comunicações é criado com Fábio Faria à frente

- Ministério do Emprego e Previdência é criado com Onyx Lorenzoni à frente




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