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VACINA | Vacinação para idosos é suspendida em Curitiba por falta de doses

Idosos que esperaram por horas na fila de vacinação voltaram para casa sem serem imunizados, em diversos pontos de vacinação da cidade

sexta-feira 19 de fevereiro | Edição do dia

Foto: Daniel Castellano / SMCS

Na manhã desta sexta-feira, a prefeitura de Curitiba suspendeu a aplicação da primeira dose de vacinas por falta de estoque do imunizante. a vacinação estava sendo aplicada para idosos de 85 até 89 anos de idade, mas idosos que esperavam nas filas dos 14 pontos de vacinação da cidade tiveram que voltar pra casa sem serem vacinados por falta de doses, segundo informações da própria prefeitura. A vacinação só poderá ser retomada quando novas doses forem enviadas pelo ministério da saúde e pelo governo federal. O único ponto de vacinação que segue funcionando na cidade é o que aplica apenas a segunda dose da imunização, o pavilhão da cura, para quem já foi imunizado há mais de 21 dias.

O que acontece em Curitiba já é realidade também em diversas outras cidades do país, que não estão conseguindo manter o plano de imunização para os grupos prioritários, nem mesmo aos profissionais da saúde, muitas vezes. A responsabilidade de tal situação é do descaso e falta de preparo estrutural por parte do governo Bolsonaro, que fez pouco caso da pandemia desde seu início e, às vésperas do início da campanha de vacinação, não havia garantido nem mesmo as seringas para executar o plano de vacinação. Todas as manobras negacionistas com tratamento precoce sem comprovação científica de eficácia e negligências com a compra das vacinas, somado a sua campanha anti-ciência contra as universidades federais e consequente sucateamento da educação pública fizeram com que o Brasil não tivesse condições de ter preparo para a vacinação e nem para o tratamento dos doentes, tanto por falta de estrutura do setor da saúde quanto por falta de desenvolvimento de tecnologia e ciência própria, desde o início da crise sanitária. As universidades, que hoje poderiam cumprir um papel fundamental, sendo convertidas para o combate à pandemia, desenvolvendo avanços em diversos setores que poderiam mitigar os efeitos da crise, estão cada vez mais ameaçadas por falta de verba, cortes de bolsas, sucateamento e até mesmo pelo ódio ideológico de Bolsonaro e a ala negacionista do governo. Assim como as universidades, a indústria do país também deveria estar a serviço do povo, isto é, convertida para produção de insumos, transporte e logística necessários para que a crise sanitária seja sanada no país, em vez de servir somente a captação de lucro da burguesia, que lucra com a miséria e sofrimento do povo trabalhador.

A prioridade do governo Bolsonaro, no entanto, passando por cima da vida do povo, é a garantia dos lucros do empresariado, que embolsam, em alguns casos, lucros recordes com a situação da crise e nada retornam para o povo brasileiro. Enquanto faz pouco caso com a situação caótica da falta de estrutura do país neste momento crítico, dizendo que “o país está quebrado” e usa disso como desculpa para o atraso do plano de imunização, lança mão de um orçamento bilionário para promover churrascadas ao setor militar, debochando dos trabalhadores, do povo, dos idosos que hoje esperaram horas em uma fila para voltarem para casa sem serem vacinados. Ante a isso, setores da direita “moderada”, como Dória, se colocam contra Bolsonaro, fazendo demagogia com a vacinação, mas no fundo da questão, nada mais são do que outros representantes do empresariado e da precarização do povo a favor do lucro dos capitalistas

É preciso que a vacinação não seja alvo de especulação financeira, e que sirva realmente aos interesses e a vida do povo, e para isso, é preciso a anulação das patentes sob as vacinas e garantia de vacinas para todos, em lugar da promoção da “Guerra de vacinas” dos países imperialistas que buscam retomar sua economia e lucrar, mais uma vez, em cima dos países periféricos. Lembrando também que, o enfrentamento à Bolsonaro e o regime do golpe vão de encontro a essas e todas as questões básicas para a real solução da crise, uma vez que até mesmo à iniciativa de derrubada das patentes Bolsonaro foi contra, indo contra as necessidades do povo e seu país, defendendo os capitalistas imperialistas.




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