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COPA AMÉRICA | Vacinação de todos os terceirizados que são expostos pela Copa Covid! Quebra das patentes já

Já são mais de 140 infectados com covid-19 devido à copa américa, em sua maioria operários e trabalhadores terceirizados. Com meio milhão de mortes no país e mais da metade da população contra a Copa América, é preciso lutar contra a ganância dos capitalistas e pela quebra das patentes das vacinas já!

quarta-feira 23 de junho | Edição do dia

Bolsonaro, os militares e a direita golpista conseguiram nos arrastar para a marca de 500 mil mortes e atualmente sem nem 12% da população com as duas doses da vacina. Enquanto isso, nos campos, rola a bola da negacionista Copa América, autorizada com entusiasmo pelo presidente e pelo STF para agradar os empresários do esporte. E não por acaso mais de 60% dos brasileiros são contra a realização da Copa Covid.

Cancelada na Colômbia por causa da revolta social que barrou a reforma tributária e ameaça o governo do amigo de Bolsonaro, Iván Duque, a Copa América chega no Brasil em um cenário de crise sanitária, aumento da miséria e ataques como a privatização da Eletrobrás.

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Essa Copa também é uma mostra de que, apesar de alguns setores do Judiciário declararem que são críticos ou oposição ao bolsonarismo, andam juntos quando se trata de garantir os lucros capitalistas e de atacar os trabalhadores e o povo pobre, pois o mesmo STF que autorizou ataques como as demissões em massa é o que recusou três ações contra a realização da Copa Covid.

Nessa semana, a Conmebol divulgou um relatório que aponta que 140 pessoas estão infectadas com covid-19 devido às atividades do torneio. A maioria dos infectados são operários e trabalhadores terceirizados, refletindo uma condição compartilhada por milhões de brasileiros que têm que pegar transportes públicos lotados e enfrentar diariamente a precarização do trabalho. São trabalhadores que, para garantir os lucros milionários da Conmebol e dos capitalistas, estão diariamente expostos a situações de risco de contaminação e por isso sua vacinação é urgente.

Não é um elemento restrito à Copa Covid o fato de serem os terceirizados os mais afetados pela disseminação e pelos sintomas do vírus. As trabalhadoras e trabalhadores terceirizados, um setor majoritariamente composto por mulheres negras, são as mais atingidas pela superexploração e pela precarização, trabalhando em jornadas extenuantes, inseguras, sem sequer direito básicos como a possibilidade de quarentena e muitas vezes para realizar o mesmo trabalho de um contratado regular, mas por um salário em média 24% inferior. Uma realidade que vem se expandindo como modelo de relação laboral no Brasil desde o golpe institucional e que diante da pandemia mostra suas consequências brutais.

Contra a afronta aos nossos mortos que é essa copa e para combater a pandemia que nos tira milhares de vidas por dia, é preciso romper com a subordinação ao lucro das grandes farmacêuticas e laboratórios, e conquistar vacinas para todos através da quebra das patentes sem indenização às empresas, avançando para que os laboratórios sejam estatizados e colocados sob controle dos operários, dos trabalhadores da saúde e dos pesquisadores.

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Os trabalhadores precisam tomar em suas mãos a produção para que se massifique a distribuição das vacinas. Assim, muito mais do que enviando milhões à especulação das gigantes farmacêuticas estrangeiras, seria possível atender às demandas reais de vacinação em todas as categorias de trabalhadores e setores pobres da sociedade. Isso porque, enquanto o vírus segue contaminando mais e mais, os capitalistas exigem acordos secretos, proteção de suas patentes e tecnologias (desenvolvidas com investimento público), subordinando a vacinação à garantia de seus lucros bilionários.

E diferente do que querem nos fazer acreditar com saídas como a CPI da Covid, a solução para a pandemia e contra Bolsonaro não vai vir da direita golpista e demagógica, nem de outras saídas institucionais como o impeachment ou as próximas eleições, e sim da organização e luta independente nas ruas. A CPI é um teatro para limpar a cara de um regime que também é responsável pelas mortes; o impeachment levaria meses para, como conclusão, colocar o racista e também negacionista Mourão no poder; e a estratégia eleitoral do PT e de Lula quer canalizar nosso ódio para urnas, enquanto fecha acordos com a direita golpista e responsável pelos ataques que construíram a catástrofe de hoje.

A força nas ruas não pode ser combustível para campanha eleitoral! Paralisação nacional já

Bolsonaro, os militares, a Câmara, o Senado, o STF e os grandes meios de comunicação aproveitam para agilizar juntos o avanço do programa econômico, para que a classe trabalhadora continue a arcar com a pandemia e os custos da crise capitalista. Neste momento após a grande força demonstrada nos dias 29 de maio e 19 de junho, se torna urgente exigir que as centrais sindicais, como a CUT e a CTB (dirigidas por PT e PCdoB), rompam com sua estratégia eleitoral de desgaste de Bolsonaro até 2022 e organizem a luta da classe trabalhadora junto com os estudantes, movimentos sociais, negro e de mulheres, tomando para si a luta por vacinação para toda a população sem dividir essa demanda por categorias, enfrentando as empresas para que haja quebra das patentes e chamando uma paralisação nacional contra os ataques e por Fora Bolsonaro, Mourão, os militares e todos os golpistas.




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