VACINAÇÃO NATAL

Vacinação da Coronavac está suspensa em Natal por falta de doses. Quebra das patentes já!

Na manhã desta segunda-feira 12 a aplicação da segunda dose da Coronavac foi suspensa Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal. A medida foi tomada após acabarem as doses armazenadas nas unidades de vacinação da capital potiguar. A única orientação da prefeitura foi pedir que as pessoas procurem nos postos de saúde a segunda dose próximo ao 28º dia de aplicação da primeira, não garantindo se haverá novas doses.

quinta-feira 15 de abril| Edição do dia

A segunda dose da vacina Covidshield (AstraZeneca/Oxford) ainda está sendo aplicada. A capital potiguar não é a única do país a suspender a vacinação, e outras capitais estão sem quaisquer doses para aplicar na população. A governadora do RN, Fátima Bezerra (PT), disse que chegam nessa quinta-feira 89.400 doses, sendo 36.400 da coronavac e 53.000 da AstraZeneca.

Contudo, o perigo de faltarem doses está posto, e pode ser que uma parcela que tomou a primeira dose não consiga tomar a segunda no tempo certo. A espera de compra e distribuição de novas doses que já era insuficiente, hoje pode comprometer a imunização e o desperdício de doses. O estado segue com 21 mortes nas últimas 24h, com oxigênio programado para acabar nos próximos dias em 103 cidades, mostrando que as medidas de restrição do comércio e toque de recolher não frearam o avanço da segunda onda.

Agora a governadora acordou com a FIERN, Fecomércio e empresários da educação a flexibilização dessas medidas, restando o repressivo toque de recolher. Em Natal os ônibus seguem lotados todos os dias graças ao prefeito Álvaro Dias (PSDB), que mantem a frota reduzida para preservar os lucros da FIERN. Antecipou o retorno presencial nas escolas particulares na cidade, sendo responsável pela morte de alunos, professores e pais.

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O prefeito de Natal, assim como o governo do estado, mantiveram atividades não essenciais funcionando, como telemarketing, trabalho doméstico, as confecções e outras indústrias, que apenas expunham esses trabalhadores. Não houve testagem massiva e, embora tenham ampliado leitos, eles seguem lotados enquanto os quartos de hotéis ficam vazios, e ainda recebendo isenções da prefeitura, quando deveriam ser expropriados para ampliação de UTIs com controle dos trabalhadores da saúde.

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Prova de que não tem um plano racional de combate à doença que se oponha de fato ao negacionismo genocida de Bolsonaro. Inclusive decidiram privilegiar a vacinação de policiais enquanto professores e algumas categorias da saúde, ou de outros serviços considerados essenciais, estão de fora do grupo prioritário.

Por isso, é urgente um plano emergencial de combate a pandemia imposto pela auto-organização dos trabalhadores, estudantes com as mulheres, negros e LGBTs, na linha de frente, que exija em primeiro lugar a quebra das as patentes e intervenção estatal nos laboratórios e farmacêuticas para produzir vacinas em massa, sob controle dos trabalhadores, o que permitiria atender toda a demanda rapidamente. Mas é preciso frear as mortes hoje com um plano racional de testagem e isolamento voluntário, contratação na saúde, ampliação de leitos e paralisação dos serviços não essenciais com licença remunerada paga pelos patrões.

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Junto com isso, devemos defender a proibição das demissões, um auxílio quarentena de no mínimo um salário mínimo a cada trabalhador informal e outros que necessitem, e a criação de comissões independentes de saúde e segurança para impulsionar a auto-organização dos trabalhadores por local de trabalho.

Todas essas medidas devem passar por um plano de luta organizado pelas centrais sindicais, sobretudo a CUT e CTB, que unifique os trabalhadores no próximo dia 20, quando estão sendo marcadas paralisações nos serviços de transporte público do país todo, como metrô e trem de SP, rodoviários Brasília e outras capitais, mas também contra as demissões como vemos na LG e terceirizadas de Taubaté-SP.

Somente essa unidade poderá enfrentar Bolsonaro junto a todo regime político golpista, que junto ao negacionismo de Bolsonaro leva o país à trágica marca de mais de 350 mil mortes registradas por covid. Um regime político cada vez mais autoritário e militarizado, que não vai ser revertido pela via de frentes amplas com burgueses e golpistas, como propõe o PT rumo a 2022, ou de CPIs e do impeachment, que isentam os demais atores do golpe de responsabilidade pela barbárie de hoje, e abrem caminho para maior protagonismo dos militares com Mourão na presidência. Nesse dia 20, é necessário exigir e batalhar para que seja um dia que construído desde às bases, com assembleias virtuais e presenciais onde for possível, nos locais de trabalho e estudo, capaz de impor às burocracias que unifiquem de fato os focos de resistência pelo país.

Editorial MRT: Unificar os focos de resistência: que as centrais sindicais construam um dia nacional de lutas no 20 de abril




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