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VACINA | Vacina mais cara comprada pelo governo é representada por empresa de amigo de Ricardo Barros

A empresa Belcher Farmacêutica do Brasil, representante da vacina CanSino, pertence ao filho de Chiquinho Ribeiro, amigo de Ricardo Barros, e foi investigada em julho do ano passado pela superfaturação de testes rápidos para covid-19.

segunda-feira 28 de junho | Edição do dia

Imagem: Reprodução

Em 16 de junho, o Ministério da Saúde comemorava em nota a intenção de comprar 60 milhões de doses da vacina CanSino, custando 17 dólares por dose, mais cara que o valor da vacina Covaxin de 15 dólares, e totalizando um custo de R$5,2 bilhões de reais.

A vacina CanSino é representada pela empresa Belcher Farmacêutica do Brasil, e tem sede em Maringá, no Paraná, onde o deputado Ricardo Barros foi prefeito. A empresa pertence a Emanuel Catori e a Daniel Moleirinho Feio Ribeiro, filho de Francisco Feio Ribeiro Filho, conhecido como Chiquinho Ribeiro, e amigo do deputado Ricardo Barros.

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Em nota no Facebook, o jornalista Hugo Souza expôs a relação entre Chiquinho Ribeiro e Ricardo Barros: quando o deputado foi prefeito de Maringá, Chiquinho Ribeiro foi presidente da empresa de urbanização de Maringá, Urbamar. Em 2002, Barros declarou no imposto de renda na seção de pagamentos e doações efetuados um valor de R$16 mil para Ribeiro.

Chiquinho também tem relação com irmão do deputado, Silvio Barros, que postou foto em 2016 na festa de aniversário de Ribeiro, e com a esposa de Ricardo Barros, Cida Borghetti que no início de seu mandato quando virou governadora do Paraná em 2018, Chiquinho foi parar na direção da companhia de saneamento básico do estado (Sanepar).

Ricardo Barros foi colocado na CPI da Covid como responsável pelo superfaturamento da Covaxin, esquema do qual Bolsonaro sabia sobre. O deputado não apenas organizou esquema para lucrar em cima das vidas brasileiras, mas também para fazer acordos com empresa farmacêutica de amigos para comprar vacinas a custos absurdos: empresa essa que também tentaram lucrar durante a pandemia, superfaturando em julho do ano passado até os testes rápidos para covid.

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