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VACINAÇÃO COVID-19 | Vacina de Oxford contra a Covid atrasa e será entregue só em março, diz Fiocruz

Os prazos para a chegada dos insumos em janeiro e de vacinação em fevereiro não serão cumpridos.

quarta-feira 20 de janeiro | Edição do dia

Foto: JUSTIN TALLIS / AFP

Nesta terça-feira, 19, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) enviou um ofício ao Ministério Público Federal (MPF) informando que a vacina de Oxford/AstraZeneca será entregue no mês de março ao invés de fevereiro como estava previsto.

O atraso na produção da vacina no Brasil, segundo o órgão, é devido o não recebimento de um dos insumos da vacina, que é o ingrediente farmacêutico ativo (IFA), de responsabilidade da AstraZeneca.

Segundo nota da Fiocruz, o insumo que vem da China e tinha previsão de chegada em janeiro, ainda não tem data confirmada para chegar no Brasil.

Em meio aos casos crescente de mortes e infectados no Brasil, que é fruto da política negacionista de Bolsonaro em meio a pandemia, mas também dos governadores, que pouco fizeram para barrar a doença, não garantindo testes massivos, leitos e respiradores para a população, cujo o cenário de colapso em Manaus, que tem como governador Wilson Lima (PSC), base de Bolsonaro, é expressão dessa calamidade. Além disso contaram com o aval dos outros setores desse regime político golpista, como o STF e do Congresso, que avançaram sob população trabalhadora e pobre com a precarização do trabalho e cortes nos direitos trabalhistas mais elementares.

Em meio a disputa política em torno da vacina protagonizada por Bolsonaro e Dória, que tenta se colocar como o grande herói em meio a crise pandêmica no país, também há um avanço com o retorno obrigatório das aulas no estado de São Paulo, colocando alunos e professores em risco, se demostra uma verdadeira demagogia. O Brasil não possui vacina nem para metade dos trabalhadores da saúde, mostrando que nenhum desses setores foram capazes de fazer um plano consequente de imunização.

É urgente um plano científico e racional de vacinação, que contemple toda a população de forma universal e gratuita, não apenas a uma parte pequena dela como querem Bolsonaro e Doria. São ambos responsáveis pela catástrofe sanitária, e sequer possuem seringas para a campanha de vacinação da população. Se eles mostram que são incapazes de garantir o básico, que sejam os trabalhadores, organizados pelos sindicatos, os que tomem nas mãos essa tarefa, batalhando também pela reconversão da indústria para a produção de oxigênio, EPIs, testes massivos e todos os outros insumos para combater o coronavírus.




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