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ENCONTRO VIRTUAL ED | VEM AÍ: DIA 26/06 Encontro do Esquerda Diário para dar voz às lutas, denúncias e política operária

quarta-feira 16 de junho | Edição do dia

 
A força das manifestações de rua do dia 29 de maio, a mobilização que começamos a ver na juventude e as várias greves iniciais que têm acontecido pelo país colocam o desafio de fortalecer uma perspectiva de luta de classes. Nos organizando rumo ao 19J, batalhamos para que os sindicatos organizem uma paralisação nacional construida a partir de assembléias e reuniões nos locais de trabalho para que possamos barrar tantos ataques e enfrentar Bolsonaro, Mourão e os militares. Estamos organizando no dia 26/06 de Junho a partir das 15h 30 um encontro de trabalhadoras e trabalhadores do Esquerda Diário para fortalecer essa perspectiva e multiplicar as denúncias e notícias das lutas dos trabalhadores, e ampliar a voz dos trabalhadores em cada local de trabalho para preparar nossas próximas batalhas.
 

Um encontro para fortalecer uma ferramenta da nossa classe

"Estamos sem comida, sem salário, sem dignidade, sem nada!" disse uma das trabalhadoras merendeiras do RJ sem salário e proibida de comer a comida que prepara na creche municipal onde trabalha. “Vão esperar mais uma de nós morrer pra liberar a gente?” dizia um áudio que misturava angústia e revolta de uma terceirizada da limpeza da USP. “Muito boa a cobertura do esquerda (Esquerda Diário)” dizia o Whatsapp de uma metroviária de SP em greve. "Parece que vocês entraram na minha cabeça e disseram tudo o que queria dizer" disse uma operária em luta.

Essas e outras vozes da nossa classe ganharam as páginas escritas do nosso site, o som dos nossos podcasts, como o Peão 4.0, Feminismo e Marxismo, o Esquerda Diário 5 minutos, os sensíveis relatos do Diário de Uma Precarizada e os vídeos dinâmicos do Esquerda Diário; Essas são algumas das iniciativas do Esquerda Diário, a primeira rede internacional de diários digitais da esquerda que está presente em 15 países e 7 idiomas, chegando a milhões de pessoas todos os dias. Uma ferramenta das lutas, das denúncias e da política operária em um momento em que a classe trabalhadora vem sofrendo em todo o mundo os efeitos da pandemia e da crise capitalista.
 
A cada dia nessas páginas denunciamos, choramos e lutamos por nossos quase 490 mil mortos, a maioria mulheres e homens da nossa classe. São notícias sobre a vida, o trabalho, as lutas de milhões de Joãos, Danieles, Ivones, Marcelas e tantos outros anônimos que na sua vida falam de milhões de desempregados, daqueles que vivem e morrem na pobreza extrema, daquela metade da população vivendo em insegurança alimentar, daqueles que mesmo com emprego estão a cada dia vendo que as patronais lhe arrancam mais e mais suor no trabalho rebaixando seus salários, que vêem suas famílias passarem maiores dificuldades e seus colegas morrem por Covid por descaso patronal para aumentar seus lucros, que estão vendo a fila do desemprego aumentar junto das privatizações para destruir patrimônio nacional e enriquecer bilionários.

“Precisamos fazer a nossa politica dos trabalhadores contra a politica dos patrões”

Esse Brasil de Bolsonaro, Mourão e do agronegócio continua sendo o maior exportador de carne bovina do mundo enquanto 19 milhões de pessoas passam fome no país. Viemos sofrendo duros ataques que se aprofundaram com o golpe insitucional de 2016, com a reforma trabalhista, reforma da previdência, da lei de terceirização irrestrita, e muitas outras medidas para aumentar a precarização do trabalho, essa que tem rosto principalmente de mulher negra.

Isso tudo vem sendo sustentado pelo governo negacionista de Bolsonaro, Mourão e militares, mas também pelo Congresso Nacional, pelo judiciário, pelos governadores das mais diferentes filiações partidárias, e pelas instituições desse regime político golpista que avança em privatizações como a dos Correios, da Eletrobrás e a reforma administrativa,e feito o leilão da CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro), de linhas do metrô e CPTM de São Paulo e de muitas unidades das Petrobras.

Diante de tudo isso, desde o começo do ano os trabalhadores estão começando a manifestar sua insatisfação com essa situação do país através de greves e lutas parciais que ainda continuam isoladas graças ao papel da burocracia sindical das grandes centrais como CUT, Força Sindical, UGT e CTB, para nomear algumas, e também do papel do PT que busca canalizar toda essa insatisfação para as eleições de 2022 e não para lutar para derrotar Bolsonaro, Mourão, os militares e os ataques que estão acontecendo agora.
 
A força da greve dos metroviários de SP em 19 de maio foi um sopro de esperança que mostrou de forma contundente a força da nossa classe como a única que pode dar uma resposta para a crise econômica, política e sanitária do país em meio a tantas mortes e a tragédia que vivem os trabalhadores e o povo pobre. Nessa greve os metroviários tiveram que se enfrentar com a enxurrada de mentiras e ataques da imprensa que além disso fez um verdadeiro espetáculo em torno da CPI, como se o judiciário pudesse resolver nossos problemas.
 
Nos orgulhamos de contribuir com algumas dezenas de notas (apenas nesse dia de greve) que desde as 4h da manhã foram parte da artilharia dos trabalhadores contra Doria, Datena, judiciário etc. O mesmo podemos dizer das mobilizações do 29M que marcam uma mudança na conjuntura política do país com a volta dos atos de rua da juventude e dos trabalhadores em meio à pandemia e contra Bolsonaro e que foram amplamente cobertas e difundidas por essa ferramenta dos trabalhadores que é o Esquerda Diário.

Em cada uma dessas lutas e greves, em cada local de trabalho onde estrala cruelmente o chicote patronal, se mostrou o quanto precisamos de uma voz dos próprios trabalhadores que tire da “naturalidade” a exploração e opressão que sofremos no dia a dia, que denuncie a precariedade das nossas condições de trabalho que os patrões querem esconder. Que mostre o ataque às nossas condições de vida, aos nossos salários com o aumento do custo de vida, a perda de nossos amigos de trabalho e familiares levados pela pandemia ou pela bala da polícia como no Jacarezinho no RJ.

O Esquerda Diário buscou difundir, apoiar e contribuir como uma ferramenta a serviço da luta de classes e do avanço de consciência de milhares de trabalhadores e jovens em todo país ao batalhar para que se fortaleça uma política operária independente contra os patrões, Bolsonaro, Mourão e todo o regime político. Com essa ferramenta cada trabalhadora e trabalhador pode levar essas ideias para os seus locais de trabalho e moradia, para seus amigos e familiares, dar um passo na sua organização e avançar para tomar em suas mãos as suas reivindicações e a dos setores mais oprimidos da sociedade, como as mulheres, os negros e LGBTs.

Apenas no último semestre na seção Mundo Operário foram 245 notas sobre greves e mobilizações de diversas categorias como a greve dos trabalhadores do Hospital Universitário da USP, a luta dos trabalhadores da Ford, a greve das trabalhadoras terceirizadas das fornecedoras da LG, paralisações de rodoviários no Rio Grande do Norte, Pernambuco e outros estados, luta de merendeiras no Rio de Janeiro, greve de professores e profissionais da educação em São Paulo e em Minas Gerais, diversas greves parciais de petroleiros e bancários e a importante greve dos metroviários de São Paulo, para citar algumas.
 
Foram 313 denúncias, entrevistas e notícias na seção Mundo Operário no mesmo período e mais de 150 episódios diários do programa Esquerda Diário 5 minutos e 36 edições do podcast Peão 4.0, que contaram com a participação de trabalhadores, intelectuais e ativistas que desenvolveram uma visão dos próprios trabalhadores sobre toda a realidade do país além de inúmeros artigos de opinião, análise, notas políticas e textos teóricos no Observatório da Precarização do Trabalho.
 
Mas sabemos que esse trabalho ainda é muito pouco diante do que nossa classe precisa para denunciar suas condições de trabalho e vida, para noticiar suas lutas, para ajudar a que um setor aprenda e apoie, se coordene com a luta de outra categoria. Para que essas centenas de notas de denúncias e de greves se tornem milhares a cada mês, queremos aprofundar nossas relações com centenas de trabalhadores e este é um dos principais objetivos do encontro que vamos realizar. Queremos que cada companheiro a nossa volta encontre também nos instrumentos de denúncia e comunicação operária do Esquerda Diário um amplificador de sua voz, de sua condição e de sua luta. Ao mesmo tempo, oferecemos o conteúdo que produzimos, para que sejam uma arma política, um instrumento de combate, de indignação e disputa da consciência contra a patronal e esse estado assassino. Precisamos ampliar e fortalecer nossa mobilização exigindo que os sindicatos e centrais sindicais organizem uma paralisação nacional construída pela base a partir de assembléias e reuniões nos locais de trabalho e estamos colocando o Esquerda Diário a serviço dessa batalha.

Queremos debater essas ideias com todas e todos os trabalhadores em um Encontro virtual do Esquerda Diário no dia 26/06 a partir das 15h 30 e chamamos você a se somar nesse dia e a tomar em suas mãos essa ferramenta junto com a gente. O Encontro virtual terá também sessões presenciais em alguns estados, conforme a situação da pandemia permita, para participar virtual ou presencialmente escreva para o número (11) 959780883.




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