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Greve da educação MG | Unir as greves contra Zema, Kalil e Bolsonaro!

O governo Zema segue sua intransigência contra a greve da educação: rompeu negociações e novamente mentiu para a população na audiência pública na ALMG, como se não houvesse saída que não seja os míseros 10% de reajuste salarial. A seguir apresentamos as propostas do Movimento Nossa Classe - Educação para que nossa greve possa enfrentar o governo Zema.

quarta-feira 23 de março | Edição do dia

O governo Zema segue sua intransigência contra a greve da educação: rompeu negociações e novamente mentiu para a população na audiência pública na ALMG, como se não houvesse saída que não seja os míseros 10% de reajuste salarial. Este governo estadual que vive de mentiras e ameaças conta com a proteção da mídia, com a cumplicidade do judiciário e com os conchavos para se proteger na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Por isto, para conquistar nossas demandas temos que confiar unicamente na força da nossa greve e na força da mobilização para conquistar o piso e barrar o Regime de Recuperação Fiscal! Se Zema tem os poderosos ao seu lado, nós temos a força da nossa classe, a unidade com outras categorias em greve e a aliança com a população que também vem sofrendo com a inflação, o desemprego e a piora nas condições de vida. A seguir apresentamos as propostas do Movimento Nossa Classe - Educação para que nossa greve possa vencer o governo Zema.

1. Unificar as greves contra Zema e Kalil

Na rede municipal de Belo Horizonte os trabalhadores da educação também estão em greve, contra os ataques de Kalil (PSD) à carreira dos trabalhadores e pelo pagamento do piso salarial. Os metroviários retomaram a greve no metrô de BH, contra a privatização de Zema e Bolsonaro e em defesa do transporte público e dos empregos e direitos dos trabalhadores. As trabalhadoras e trabalhadores da saúde da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e os professores da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) também estão em greve. Outras categorias se mobilizam, como petroleiros e professores da UFMG.

É urgente a unificação das greves em curso em defesa do salário, das condições de vida e dos direitos dos trabalhadores, contra os governos que nos atacam. Mostrando que esse não é problema de uma ou outra categoria, mas sim um enfrentamento de todos trabalhadores, e conquistando mais apoio da população e rompendo o cerco que a mídia faz contra nossas greves.

2. Fortalecer os comandos de greve: tomar os rumos da greve em nossas mãos!

No dia de ontem, trabalhadores da educação fizeram manifestações em dezenas de cidades. Alguns violentamente reprimidos pela Polícia Militar, como em Uberlândia, o que mostrou mais uma vez que não há unidade possível entre nossa greve e a mobilização das polícias.

Para serem ainda mais fortes, as mobilizações da educação têm que ser generalizadas e coordenadas. Para fazer essa coordenação é fundamental que o Sind-UTE/MG organize comandos de greve em cada subsede!

Não podemos confiar por nenhum segundo que os deputados cheios de privilégios, que governam para as mineradoras, para o agronegócio e para os banqueiros, irão se sensibilizar com nossa causa. São os mesmos deputados que em 2020 aprovaram a Reforma da Previdência estadual, que retirou nossos direitos.

Para vencer precisaremos colocar o governo Zema, o judiciário e a ALMG contra a parede com a força da nossa luta, paralisando o maior número de escolas no estado com passagens nas escolas, com manifestações que desmascarem o governo e seus aliados para a população e forcem a grande mídia a noticiar nossa greve, e unificando nossa luta com outras categorias que também estão em greve.

É urgente a organização dos comandos regionais de greve nas subsedes que ainda não organizaram esse espaço, que é o caso de diversas subsedes de Belo Horizonte, que contam com diretores estaduais do Sind-UTE/MG. Reforçamos a proposta já aprovada no comando de greve de Contagem: que os representantes do comando sejam eleitos de forma democrática, com 3 representantes para escolas 100% paralisadas e 2 representantes para escolas parcialmente paralisadas. Defendemos também que estes comandos regionais se unifiquem em um único comando estadual de greve, de forma a permitir que no comando estadual haja representação de trabalhadores da educação que estão na linha de frente da greve.

3. Um dia de manifestações de rua, coordenadas pelos comandos de greve

Nesta última semana de nossa greve tivemos como orientação o acompanhamento da audiência pública na ALMG. Porém muitos trabalhadores questionaram o motivo de sequer ter sido chamada amplamente alguma manifestação na ALMG para mostrar a força de nossa greve. Nossa proposta pelo Nossa Classe - Educação é que seja votado em nossa assembleia um dia de manifestações coordenadas junto a todas subsedes e comandos de greve regionais na RMBH e nas demais regiões do estado, que seja uma demonstração de forças da nossa greve em todo estado e que culmine com vários pontos de paralisação inclusive na cidade de Belo Horizonte.

4. Reforçar a aliança com a juventude

Sabemos que os ataques de Zema contra a educação significam uma piora das condições de ensino da juventude e dos estudantes. Nossa greve está recebendo apoio de estudantes da UFMG e de secundaristas, como os estudantes que estiveram presentes em nossas manifestações e assembleias e a Juventude Faísca Revolucionária que está batalhando para mais estudantes apoiarem ativamente nossa greve. Em escolas como a E. E. Helena Guerra, em Contagem, a unidade de professores apoiando protestos de estudantes resultou na conquista de abertura de turmas frente à situação de salas superlotadas. É preciso reforçar a aliança com estudantes em defesa da educação pública, unindo nossas reivindicações.

5. Unidade dos trabalhadores da educação!

Nossa greve conta com uma importante participação das trabalhadoras ASB, que além de receberem menos que o valor do salário mínimo, vivem há décadas sem concurso público e com a ameaça constante da terceirização. Porém sem elas as escolas não funcionam e por isso também são alvo de constante assédio e ameaças por parte de diretores e de Secretarias Regionais de Ensino. Nossa greve tem que levantar todas as demandas das ASB! Revogação da resolução que impôs a onda roxa nas escolas e que obriga as trabalhadoras a cumprirem dias a mais de trabalho, além da jornada já pesada e extenuante. Basta de superexploração das ASB nas escolas!

6. Por um plano de lutas nacional que culmine em uma paralisação nacional

A nível nacional há greves da educação também em outros estados, como Piauí, Acre e de servidores municipais em várias partes do país. A estratégia eleitoral do PT de usar as greves como pressão eleitoral não quer que as lutas se espalhem, para preservar os interesses da aliança de Lula com reacionários como Geraldo Alckmin. No caso de Minas Gerais, buscam avançar em suas alianças com o prefeito Alexandre Kalil, que ataca os direitos das professoras e trabalhadores da educação em BH.

É preciso exigir das grandes centrais sindicais um plano de lutas nacional, em especial a CUT, dirigida pelo PT, e que também dirige os sindicatos da educação nacionalmente. Romper com a paralisia dessas centrais, unificando as greves em um dia nacional de paralisação da classe trabalhadora. Somente por esse caminho da luta de classes podemos impedir os ataques das classes dominantes e de seus governos contra os trabalhadores e o povo, revogar as reformas e arrancar nossas demandas, fazendo os capitalistas pagarem pela crise.




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