Mundo Operário

UNICAMP

Unicamp: HC resiste em liberar grupos de risco e raciona EPIs, mesmo com casos confirmados

O Esquerda Diário recebeu mais uma denúncia da falta de condições de segurança para os trabalhadores do Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp, grupos de risco não estão sendo liberados e há racionamento de máscaras mesmo com casos confirmados de trabalhadores com a Covid-19.

terça-feira 14 de abril de 2020| Edição do dia

Se antes já havíamos relatado a retirada de álcool-em-gel de todos os serviços administrativos e ambulatoriais do hospital, agora recebemos denúncia de que trabalhadores da saúde que são dos grupos de riscos encontram resistência do hospital para a liberação. Além disso há restrições duras sobre o uso de máscaras pelos trabalhadores, pela insuficiência de EPIs disponíveis no hospital mesmo com casos de contágio confirmados entre os trabalhadores.

O HC, que semana passada registrou o primeiro óbito por Covid-19 de um paciente do grupo de risco, está racionando o uso de máscaras por seus trabalhadores, expondo-os a contaminação pelo coronavírus. A denúncia recebida pelo ED inclusive, relata que há setores onde os trabalhadores que recebem as mascaras são constrangidos pelos supervisores pelo fato do hospital não possuir a quantidade necessária de EPIs para garantir a segurança de todos os trabalhadores e, como já denunciamos, também houve a retirada de álcool-em-gel de diversos setores. A situação fica ainda mais dramática considerando que recebemos informações de pelo menos três casos de Covid-19 e não há testes massivos para que outros casos possam ser diagnosticados dentro do hospital.

Além disso, trabalhadores que fazem parte dos grupos de risco seguem sem ser liberados pelo HC, encontrando resistência das chefias para liberação e assim correndo o risco de exposição e de sofrerem mais com a Covid-19, já que são mais vulneráveis a infecção. Os casos, contudo, não se restringem ao HC, uma vez que na USP já foram registradas duas mortes por corona vírus entre os trabalhadores da universidade: Viola, trabalhador do restaurante universitário na EACH, e Manuel, trabalhador terceirizado da segurança no MAC, que tinha 71 anos.

A reitoria Knobel e a direção do HC irão esperar que mortes como essas ocorram na Unicamp antes de liberarem os trabalhadores do grupo de risco? Tais trabalhadores precisam ser liberados e, urgentemente priorizados nos testes para o diagnóstico do Corona vírus. Sem testes massivos e sem testar cada trabalhador da saúde é impossível uma resposta efetiva de combate a pandemia!




Tópicos relacionados

Campinas   /    Unicamp   /    Saúde   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar