Educação

Uma escola dentre 4 mil reabrirá em SP, maioria rechaça retorno inseguro

Na cidade de São Paulo a prefeitura autorizou a reabertura de escolas municipais para a realização de atividades extracurriculares. No entanto, os conselhos compostos pela comunidade escolar se colocaram contra o retorno das atividades extracurriculares visto que não existem condições de segurança para o retorno nas escolas, apenas uma creche na Penha optou pelo retorno.

terça-feira 6 de outubro| Edição do dia

Para Bruno Caetano, secretário municipal de educação, a escolha das demais escolas ao optarem por não retomar as atividades extracurriculares representa um conflito com a prefeitura, segundo ele “desnecessário”.

Conforme o mesmo se espera que até 20 de outubro termine a primeira fase de testagem de alunos e professores visando a retomada das aulas regulares em 3 de novembro na capital para aqueles que possuem anticorpos contra a Covid-19.

Essa afirmação de Bruno contradiz a realidade, na qual segundo inquérito sorológico realizado pela cidade ver: http://www.esquerdadiario.com.br/spip.php?page=gacetilla-articulo&id_article=38767 confirma que a imensa maioria contaminada com a Covid-19, são pessoas negras que moram em locais com baixo índice de Desenvolvimento Humano (IDH). E que o total de alunos da rede privada que foram contaminados correspondem a metade dos alunos da rede municipal de ensino. O inquérito confirmou também que a maioria dos alunos contaminados são assintomáticos, o que os transforma em potenciais vetores de transmissão.

Ainda assim, Covas pretende retomar as aulas ainda este ano, para satisfazer os donos de escolas particulares e o lucro dos patrões, enquanto coloca em risco a vida de inúmeros alunos e professores que nem se quer possuem elementos materiais suficientes para se prevenirem do contagio da Covid-19




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