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Campanha unificada | Um chamado à esquerda para uma campanha unificada pela revogação integral da reforma trabalhista

Nós do MRT e do Esquerda Diário, que construímos o Polo Socialista e Revolucionário fazemos um chamado público para construirmos de maneira unificada uma campanha pela revogação integral da reforma trabalhista, articulando com a demanda pela revogação de todas as reformas e privatizações.

segunda-feira 7 de fevereiro | Edição do dia

O Brasil vem passando por um processo de aceleração da precarização do trabalho. O assassinato brutal de Moise no último dia 31 é a expressão mais crua e violenta do que a precarização pode significar para os trabalhadores. São milhões de trabalhadoras e trabalhadores com jornadas extenuantes, sem quaisquer direitos e expostos a acidentes de trabalho.

Somado a isso, os recordes de desemprego, desalento ou subutilização da força de trabalho no país não param de crescer. A massa salarial é a menor em décadas, e o aumento da fome e da falta de moradia são expressões da miséria que atinge amplos setores da população brasileira.

Enquanto isso, um punhado de capitalistas aumenta suas fortunas, aproveitando-se da pandemia para aumentar suas taxas de lucros. Esses grandes capitalistas, nacionais e internacionais, foram os grandes articuladores das reformas e ataques que são responsáveis pela atual situação econômica e social.

Foram eles que levaram Temer ao poder, uma vez que queriam ataques muito mais profundos que o PT era capaz de aplicar naquele momento. Unificaram-se em torno de Bolsonaro, Mourão e Paulo Guedes para não só manter os ataques do PT, mas aprofundar as reformas e privatizações. Por isso, em poucos anos aprovaram um conjunto de ataques concentrados: reforma trabalhista, da previdência, expansão da terceirização e privatizações.

Diante dessa atual situação social, Lula tem dado declarações de forma demagógica que pretende revisar a reforma trabalhista. Em referência ao que ocorre na Espanha, afirma que isso recuperaria direitos. No entanto, não diz que a revisão da reforma espanhola preservou os pontos centrais do projeto que aumentou exponencialmente o desemprego no país, deixando mais da metade da juventude desempregada.

Ao mesmo tempo que diz isso, está em plena negociação para fechar a chapa com Alckmin, um fiel defensor e articulador da reforma trabalhista, nome que conta com a simpatia do capital financeiro e do imperialismo dos EUA. Por isso, também, recuou destas mesmas declarações.

Com essa figura que foi responsável por vários ataques neoliberais no país, e se aliando com setores como Paulinho da Força, que agora declarou que não tem interesse em revogar a reforma trabalhista, essas declarações de Lula são demagógicas e suas alianças já mostram que não irá tocar nos pilares daquilo que a burguesia conseguiu impor contra os trabalhadores.

Enquanto isso a CTB e a CUT, mantém uma verdadeira trégua com o governo Bolsonaro, que segue ameaçando a aprovação de uma nova reforma. Não organizam os trabalhadores, para que isso não interfira nas negociações do PT com setores da direita neoliberal e do Centrão.

A esquerda, em particular o PSOL, PSTU, PCB e UP, não podem aceitar essa situação, e por isso nós do MRT e do Esquerda Diário, que construímos o Polo Socialista e Revolucionário fazemos um chamado público para construirmos de maneira unificada uma campanha pela revogação integral da reforma trabalhista, articulando com a demanda pela revogação de todas as reformas e privatizações. A começar pelas centrais sindicais como a CSP-Conlutas, as Intersindicais, mas também movimentos sociais e o movimento estudantil, que articulados, podem impulsionar em seus locais de trabalho, estudo ou moradia, uma campanha real para exigir que as grandes centrais assumam essa campanha, e construam um verdadeiro plano de lutas contras os ataques e privatizações. O Polo Socialista Revolucionário deve ser parte dessa iniciativa, articulando com diferentes setores que possam fortalecer essa campanha. Da mesma forma, todos os parlamentares que questionam os malefícios da reforma trabalhista e que acreditam que é preciso organizar a luta para além da política de conciliação petista devem utilizar suas bancadas e projeção para contribuir para ampliar essa demanda, e através dessa articulação construirmos uma força que mostre essa luta como uma necessidade fundamental para a vida do povo pobre e trabalhador organizando agitação, panfletagens e atividades públicas.




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