Sociedade

VIOLÊNCIA POLICIAL

Um ano depois do assassinato de Ágatha Felix, policial acusado segue atuando na PM

Um ano após o assassinato da menina Ágatha Vitória Sales Felix, de 8 anos, que foi baleada na comunidade em que vive após operações policiais no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro, o cabo acusado do crime, Rodrigo José de Matos Soares, que é réu pelo homicídio desde dezembro do ano passado, foi transferido da UPP Fazendinha e está fazendo trabalhos burocráticos.

segunda-feira 21 de setembro| Edição do dia

Foto: Reprodução

A menina Ágatha foi morta no dia 20 de setembro de 2019, e apesar do cabo ser réu desde o ano passado, o processo está parado desde o início da pandemia, sendo a primeira audiência marcada apenas para o dia 26 de novembro. Em cumprimento à decisão da juíza Viviane Ramos de Faria, da 1ª Vara Criminal, ele só é autorizado a executar trabalhos internos, estando suspenso parcialmente da função de policial militar, tendo a perda do porte de arma e proibição de entrar em contato com qualquer testemunha do caso. Em março deste ano, Rodrigo voltou a trabalhar e foi transferido para a Diretoria de Veteranos e Pensionistas (DVP), onde trabalha no atendimento a PMs da reserva.

Segundo investigação da Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro, Soares e um colega de serviço alegaram que foram atacados por uma dupla que passou de motocicleta atirando. Entretanto, para a Polícia Civil, não ocorreu confronto e nem havia outras pessoas armadas no local, onde homens que passavam com uma esquadria de alumínio foram confundidos com bandidos e alvo de tiro dos PMs.

Neste mesmo momento, Ágatha e sua mãe estavam passando pelo local no banco traseiro de uma Kombi. Conforme a investigação, um dos tiros disparados pelo cabo atingiu o poste e entrou na traseira do veículo, rasgando o forro do assento e atingindo a menina. De acordo com a perícia, um estilhaço causou a morte da criança, perfurando suas costas e saindo pelo tórax.

Com informações de "O Globo".




Tópicos relacionados

Ágatha Félix   /    Violência racista   /    Sociedade   /    Violência policial

Comentários

Comentar