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Precarização | Uber demite em massa 1600 motoristas por não quererem trabalhar de graça

Em meio à alta da taxa de inflação no país e combustíveis caríssimos, os motoristas da Uber estão sendo banidos injustamente por quererem o básico, uma remuneração para suas horas de trabalho. Em outras palavras, estão sendo demitidos em meio à crise.

sábado 25 de setembro | Edição do dia

Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A AMASP (Associação de Motoristas de Aplicativos de São Paulo) diz que são em torno de 15 mil demitidos, segundo a associação, 1% da categoria de 1 milhão de registrados. Segundo a empresa, os excluídos são 0,16%. Os números não são confiáveis pois falta transparência para a Uber para apresentar seus dados perante a sociedade.

Com combustível caro no Brasil de Bolsonaro, 25% dos motoristas largaram UBER e 99, segundo a Associação de Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp). Com essas demissões, ou “banimento”, segundo linguajar empresarial, o cenário se torna ainda mais grave para esses trabalhadores, considerados pela empresa e a justiça como “parceiros” ou “sócios”. Em uma relação de igualdade, não seria permitida a exclusão arbitrária como vem realizando a empresa.

A Amasp relata indignação dos excluídos da plataforma pelo alto investimento realizado para ingressarem na Uber.

Em 2015, o preço do litro de gasolina estava em torno de R$ 3. Atualmente, o valor mais que dobrou em muitos lugares do país, sendo comercializado a R$ 7 após uma alta acumulada de 51% só em 2021.

Essa patronal se aproveita da alta do desemprego para recrutar novos motoristas sem arcar com nenhum custo. Um trabalho extremamente explorado, sem direitos e ainda precisam enfrentar uma demissão em massa como essa. São 1600 famílias na rua, alimentando o desemprego entre os desempregados.

Leia Mais: Debaixo de sol ou chuva, a sede de lucro dos aplicativos não para

O “pequeno” entrave da uberização




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