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O Reitor Interventor Bolsonarista Carlos Bulhões anunciou hoje, 7,o desligamento absurdo de 195 estudantes cotistas, num ataque severo às cotas, conquistadas com a luta histórica dos estudantes, do movimento negro e da população.

segunda-feira 7 de junho | Edição do dia

Foto: Lucas Dalfrancis/Critério/Divulgação

Esses estudantes passaram inúmeras dificuldades para conquistar seu direito a estudar numa universidade, são os filhos da classe trabalhadora que furaram o filtro social já excludente que é o vestibular. Isso, no entanto, não é suficiente, porque a burocracia universitária impõe uma série de dificuldades para que esses estudantes comprovem que são cotistas, exigindo documentos absurdos, como os documentos do pai dos estudantes - sendo que no Brasil muitas pessoas crescem sem pai - ou como comprovante de renda do irmão de 8 anos do estudante. E para piorar, o interventor, numa decisão arbitrária, decide desligar repentinamente 195 cotistas que enfrentavam, muitos desde 2018, dificuldades de conquistar plenamente a sua matrícula.

Os estudantes de psicologia elaboraram um abaixo-assinado pela matrícula integral dos cotistas, que foi assinado por mais de 1500 pessoas entre estudantes, terceirizados, professores e técnicos do país inteiro, mostrando um enorme repúdio à medida autoritária do interventor bolsonarista na UFRGS. O DCE, composto por PSOL (Juntos, Afronte e Alicerce), UJC e Correnteza convocou um ato que ocorreu hoje (07) pela manhã, e apresentou um documento ao interventor pedindo para aumentar o prazo de entrega de documentos, mas se recusou a levantar a bandeira das matrículas integrais por alegar que dentre os 195 cotistas poderia existir fraudes. É um absurdo que a maior entidade estudantil da UFRGS não levante essa campanha e vire as costas para as 1500 pessoas que exigem a matrícula integral para os cotistas.

É urgente lutarmos contra a expulsão desses 195 cotistas e por uma universidade onde os filhos e filhas da classe trabalhadora não tenham seus sonhos frustrados por uma burocracia parasita. Para isso é necessário levantar uma forte campanha, rumo ao ato do dia 19 de Junho, para que todos os cotistas tenham sua matrícula integral imediatamente. Nenhum cotista a menos!




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