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BELÉM | UP e PCB apoiam a prefeitura do PSOL em Belém e se calam diante luta dos servidores

Os servidores municipais de Belém estão em luta contra o congelamento dos seus salários, que não é reajustado há quase 5 anos e está abaixo do salário mínimo, como se não bastasse isso, também estão se enfrentando com a reforma da previdência municipal que a prefeitura de Edmilson Rodrigues do PSOL está levando a frente.

sexta-feira 28 de maio | Edição do dia

Foto: Reprodução Facebook/Comus

Os servidores municipais de Belém estão em luta contra o congelamento dos seus salários, que não é reajustado há quase 5 anos e está abaixo do salário mínimo, como se não bastasse isso, também estão se enfrentando com a reforma da previdência municipal que a prefeitura de Edmilson Rodrigues do PSOL está levando a frente. Nesse difícil cenário a Unidade Popular, que foi parte da coligação "Belém Novas Ideias" que elegeu o atual prefeito, e também era composta por partidos burgueses como a Rede e PDT, e de conciliação de classes como PT e PCdoB. Essa coligação contou com apoio entusiasmado do PCB, que defendeu o voto em Edmilson como um "voto na esperança". No entanto, diante desse importante ataque implementado pela prefeitura do PSOL, esses partidos nem sequer soltaram uma nota em apoio a luta dos servidores. E pior: até o fechamento desta nota, em suas páginas das redes sociais e nos sites na internet, não havia uma única palavra sobre esse importante ataque contra a população de Belém.

Como muito bem colocou Diana Assunção neste artigo, a entrada de Edmilson Rodrigues como prefeito de Belém foi comemorada por todo o PSOL, e também pela UP e PCB, como um grande avanço contra o governo Bolsonaro. Mas o que escondiam é que o programa pelo qual Edmilson foi eleito já anunciava que ele estava disposto a atacar os trabalhadores. Já que a coligação com partidos golpistas, burgueses e conciliadores defendia um programa reformista para administrar a prefeitura sem se enfrentar com nenhum dos mecanismos que garante o estrangulamento do orçamento municipal como é a Lei de Responsabilidade Fiscal. É com esse fundamento que Edmilson tenta justificar que, ao invés de ser o "bastião da organização dos trabalhadores contra os ajustes de Bolsonaro e dos golpistas", a prefeitura do PSOL hoje mantém o salários dos trabalhadores abaixo do mínimo e está buscando implementar um dos principais ataques aprovados contra os trabalhadores nos últimos anos: a nefasta reforma da previdência de Bolsonaro. Mas ao mesmo tempo que tenta passar esses ataques contra os trabalhadores, a prefeitura isenta templos religiosos e se reúne com empresários da região que sempre atacaram os professores e servidores públicos.

Enquanto correntes do PSOL como a Resistência e o MES tentam implorar para que Edmilson retroceda desse ataque, como se o programa reformista pelo que eles levantaram não só na campanha de Edmilson, mas também na de Guilherme Boulos, não fosse justamente levar a esse caminho de repetir os passos do PT na administração do capitalismo contra os trabalhadores. O silêncio da UP e PCB diante desse absurdo diz muito. Onde é que fica o discurso de que estão ao lado dos trabalhadores, quando o governo que eles elegeram e apoiam implementa tamanho ataque e os servidores municipais se colocam em luta contra? Não se colocam contra porque defendem o mesmo programa reformista que não se enfrenta de fato com os lucros dos capitalistas.

A Unidade Popular repete agora no Brasil ao apoiar o governo do PSOL, o mesmo que fez com seu apoio ao governo do Syriza na Grécia? Quando defendeu que essa experiência neorreformista se tratava de uma vitória que abria novas possibilidades para a luta social e depois nunca mais se pronunciou diante dos ajustes e ataques contra o povo? Já o PCB, como não pode fazer igual na Grécia, onde o Partido Comunista Grego, o KKE, que dirigia as principais centrais sindicais do país foi o principal responsável pelas derrotas da classe trabalhadora e das suas mais de 32 greves gerais, que abriram espaço para ascensão do Syriza, no Brasil diante da prefeitura do PSOL irão se manter calados? Se como for, o silêncio de ambos, escancara também como esses partidos, que reivindicam o legado estalinista, assim como os reformistas e neorreformistas, estão longe de ser uma alternativa para a classe trabalhadora.

Ao contrário de se calar, nós, do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores e do Esquerda Diário, nos solidarizamos com todos os servidores públicos de Belém, e colocamos nosso site e nossas forças à disposição da luta desses trabalhadores contra o congelamento de salários e a reforma da previdência municipal. E por tudo isso dizemos: abaixo a reforma da previdência de Edmilson Rodrigues do PSOL! Não ao arrocho salarial! Toda a solidariedade à luta dos servidores públicos!




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