Mundo Operário

14J CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

UGT trai o 14J e impede motoristas de SP e distintas cidades de paralisar contra a reforma da previdência

sexta-feira 14 de junho| Edição do dia

Essa jornada do 14J precisa ser uma demonstração de forças contundente contra a reforma da previdência, que unifique jovens e trabalhadores em atos massivos nas principais capitais do país para derrubar a reforma. A traição de burocracias sindicais como a da UGT, que dirige a categoria de rodoviários em várias cidades do país e impediu que os motoristas paralisassem os ônibus, não deve nos fazer recuar.

A UGT é dirigida pelo deputado sergipano Valdevan Noventa, do PSC, um dos partidos mais reacionários do país, pertencente ao chamado Centrão. Esse "czar" da burocracia sindical rodoviária cancelou a participação dos motoristas de ônibus às vésperas da paralisação nacional. Até agora a UGT apoiava a reforma da previdência de Bolsonaro; ao não ver seus interesses de cúpula atendidos pelo governo, anunciou partiicpar do 14J como forma de pressão para que o governo voltasse à negociação, não sem antes soltar um comunicado praticamente pedindo desculpas a Bolsonaro.

"Mesmo com essa tragédia toda, nós, da UGT, ainda acreditamos que o melhor caminho é o diálogo". Assim é que a burocracia da UGT preparou seu recuo em nome do diálogo com o governo contra os trabalhadores.

A Força Sindical atua com o objetivo de "desidratar" a reforma, deixando que ela passe e destrua as aposentadorias de milhões. A CUT e a CTB colaboram, já que os governadores do PT e do PCdoB apoiam a reforma da previdência do governo. Vagner Freitas, líder da CUT, disse "A greve geral é de todos. Sexta-feira não é para ir trabalhar, é dia de ficar em casa". Ficar em casa não é um programa que amedronta os golpistas e o governo Bolsonaro, que querem aplicar duros ajustes neoliberais contras as massas.

Precisamos colocar a força da juventude e dos trabalhadores nas ruas nessa paralisação nacional, apesar das burocracias sindicais e seus interesses. Parem de negociar nosso futuro! Basta de traições: é preciso que as centrais sindicais organizem um plano de luta sério até derrubar a reforma da previdência!




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