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Greve da MRV em Campinas | Twittaço em apoio à greve da MRV denuncia a intransigência de Rubens Menin

Comitê de Apoio da Unicamp à greve da MRV impulsiona twittaço para fortalecer essa luta em horário do jogo Atlético x Palmeiras, já que o maior financiador do Atlético Mineiro é Rubens Menin, dono da MRV que se recusa a pagar PLR aos trabalhadores e mantém vários canteiros de obras funcionando em condições de trabalho análogas à escravidão.

segunda-feira 16 de agosto | Edição do dia

No sábado (14), ocorreu um twittaço em apoio à greve dos trabalhadores da MRV em Campinas, uma luta que já dura mais de um mês e que segue em exigência ao pagamento da PLR (participação nos lucros e resultados) e por melhores condições de trabalho.

Esse twittaço foi encaminhado a partir do Comitê da Unicamp em apoio à greve e ocorreu às 19h, do sábado, horário em que ocorria o jogo do Atlético X Palmeiras. Isso porque a MRV é uma grande financiadora do clube do Atlético Mineiro, tendo destinado 500 milhões de reais à construção de seu estádio. Tamanho é o investimento no clube que, se antes se chamava Arena do Galo, hoje literalmente se chama Arena MRV.

Durante a greve, os trabalhadores destacam que "para o Galo tudo, para os trabalhadores nada", já que o dono da empresa, o bilionário e bolsonarista Rubens Menin, se recusa a pagar a PLR aos trabalhadores, que constroem sua fortuna, e os deixa em situações humilhantes de trabalho, tendo que bater massa na mão para construir prédios e não tendo acesso sequer a papel higiênico nos canteiros de obras.

A empresa ainda possui um longo histórico de trabalho análogo à escravidão, já foi autuada 5 vezes entre 2011 e 2014 por fazer uso de trabalho em situações análogas à escravidão em seus canteiros de obra. Em 2013, chegou a ser condenada, pela 1° Vara do Trabalho de Americana, a pagar R$ 4 milhões por danos morais pela prática de trabalho escravo em uma obra de um condomínio residencial em Americana.

Por isso, o twittaço foi feito enquanto o jogo acontecia, utilizando as hashtags referentes à partida para que as pessoas que a estivessem acompanhando conhecessem a luta dos trabalhadores da MRV e tomassem ciência de onde vem o investimento pesado no Atlético: da superexploração de milhares de trabalhadores. Essa é uma maneira muito importante de romper o bloqueio midiático em relação à greve, pois a mídia burguesa se recusa a noticiar essa luta.

A greve chegou em seu momento mais duro, com os trabalhadores descobrindo nesta segunda-feira (16) que seus salários foram cortados pela empresa, frente a isso, se torna ainda mais fundamental impulsionar medidas de apoio como foi esse twittaço. Desde o Esquerda Diário, viemos fazendo cobertura da greve, cercando de solidariedade ativa e chamando as organizações de esquerda, movimentos sociais e demais jovens e trabalhadores a se somarem nessa luta para que ela possa ser vitoriosa.


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Greve MRV    MRV    Campinas    Unicamp



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