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7 de setembro | "Tudo tem limite", Bolsonaro reforça golpismo em encontro com pastores para o 7 de setembro

Dando continuidade à escalada de ameaças de ruptura institucional, Bolsonaro esteve em encontro promovido por líderes evangélicos, convocando o 7 de setembro. Entre ataques ao STF, aos governadores, ele declarou que "Tenho três alternativas para o meu futuro: estar preso, ser morto ou a vitória".

sábado 28 de agosto | Edição do dia

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado, 28, esperar que não haja tentativas de conter os movimentos de seus apoiadores previstos para o Dia da Independência, 7 de setembro. Ao discursar em um culto religioso em Goiânia (GO), Bolsonaro disse que "não deseja e nem provoca rupturas, mas que tudo tem um limite" e incitou a presença de líderes evangélicos nas manifestações. O chefe do Executivo ainda repetiu que estará nos atos em Brasília pela manhã e na Avenida Paulista, em São Paulo, à tarde.

"Temos um presidente que não deseja e nem provoca rupturas, mas tudo tem um limite em nossas vidas. Não podemos continuar convivendo com isso. Sei que a grande maioria dos líderes evangélicos vai participar desse movimento de 7 de setembro e assim tem que fazê-lo. Está garantido em nossa Constituição. Espero que não queiram tomar medidas para conter esse movimento. A liberdade de se manifestar, vedado o anonimato, está garantida na nossa Constituição, não depende de regulamentação", disse ele durante culto alusivo ao 1º Encontro Fraternal de Líderes Evangélicos, na capital goiana nesta manhã.

Bolsonaro já vinha de crescentes ameaças de golpe, mas agora tem focalizado essa retórica para a convocatória do 7 de setembro. Da mesma forma, sua base bolsonarista vem dando ameaças de radicalização para a data, com forte convocatória entre policiais e militares da reserva, caminhoneiros, e parte do agronegócio. No discurso Bolsonaro disse que 3 perspectivas para seu futuro: "estar preso, ser morto ou a vitória".

"Tenho três alternativas para o meu futuro: estar preso, ser morto ou a vitória. Pode ter certeza, a primeira alternativa, preso, não existe. Nenhum homem aqui na Terra vai me amedrontar. Tenho a consciência de que estou fazendo a coisa certa", disse. "Tem algo mais importante do que nossa vida, é a nossa liberdade", acrescentou".

Veja mais: O que esperar do apoio policial aos atos bolsonaristas do 7 de Setembro?

Além das já tradicionais retóricas de contrapor a economia - que vem numa lenta retomada com a inflação pesando no bolso dos trabalhadores - a sua gestão genocida em torno da pandemia, de responsabilizar seus co-sócios da catástrofe, governadores e STF, Bolsonaro subiu o tom para falar dos indígenas e do julgamento do marco temporal:

"Se aprovado, tenho duas opções. Não vou dizer agora, mas já está decidida a nossa posição. É aquela que interessa ao povo brasileiro."




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