BLACK LIVES MATTER

Trump ameaça fúria negra: manifestantes antifascistas serão considerados terroristas

O presidente racista dos Estados Unidos, apavorado com as manifestações que tomam o país durante os últimos dias contra a violência policial e o racismo, vêm fazendo diversos tweets buscando fomentar a repressão estatal e a criminalização dos manifestantes. Desta vez ameaçou criminalizar os manifestantes considerando antifascistas como terroristas.

domingo 31 de maio| Edição do dia

O presidente racista dos Estados Unidos, com medo das manifestações que tomam o país durante os últimos dias contra a violência policial e o racismo, vêm fazendo diversos tweets buscando fomentar a repressão estatal e a criminalização dos manifestantes, repressão que também não escapa das mãos dos Democratas.

Leia mais sobre a repressão Democrata contra os atos: EUA: Minnesota é um estado democrata. Onde está o "mal menor" agora?

Donald Trump, agora através de um tweet disse que “Os Estados Unidos da América designarão a ANTIFA como uma organização terrorista.” Bolsonaro, como o fiel cachorrinho de estimação do americano, retweetou, já mostrando a que medidas recorrerá caso toda a onda de revolta que já alcança o mundo chegue no Brasil.

Uma ameaça que vem após acusar a juventude negra, latina e brancos que se solidarizam de “bandidos” e organizar a violência militar através da Guarda Nacional e a Polícia do Exército para conter as manifestações. No mesmo tweet, também havia ameaçado reprimir através de tiroteios e do assassinato massivo das revoltas negras. “Qualquer dificuldade e nós assumiremos o controle, mas quando os saques começarem, o tiroteio começará. Obrigado!” citando um chefe de polícia americano que ficou famoso pela mesma frase ao reprimir bairros negros.

Mais informações: Trump ameaça a população afroamericana mobilizada: “Se estão ocorrendo saques, começará o tiroteio”

Se efetivada essa ameaça de considerar antifascistas como terroristas, o que dará o poder arbitrário para Trump decidir quem ele considera ou não “ANTIFA” e portanto um agente do “terrorismo”, significará uma escalada na perseguição, prisão e repressão, mesmo que seja através de tiroteios ou recorrendo aos grupos supremacistas brancos e neonazistas que compõe a base do trumpismo.

Por outro lado, essa ameaça via Twitter, mostra que Trump se sente amedrontado, e por isso disposto a recorrer a todo o gigantesco aparato repressivo americano para esmagar a revolta da juventude, em especial dos jovens negros, que ocupam as ruas do país contra a violência racista do Estado americano, uma resposta cuja radicalidade se mostra à altura de todo ódio e indignação acumulada por anos de assassinatos de negros e toda opressão racial.

O presidente racista do EUA, que em 2017 considerou como “pessoas de bem” os que fizeram uma marcha supremacista branca reivindicando a Ku Klux Klan em Charlottesville, pode na verdade jogar ainda mais fogo na fúria negra com suas ameaças covardes. Ele e seus cães, os supremacistas brancos e a polícia assassina, que são os terroristas por mais de 400 anos de opressão sistêmica contra a população negra e de cor americana.

Outro tweet serve como uma ótima resposta ao racismo e ameaças de Trump: “O povo negro tem todo o direito de incendiar um país que eles construíram de graça”. Ou a frase histórica de Malcom X que diz que “é necessário não confundir a reação do oprimido com a violência do opressor”.

O genocídio no povo negro não é exclusividade do governo norte americano, no Brasil o assassinato de negros em sua maioria jovens é política dos governos com destaque para os governos de Doria e principalmente Witzel, que durante a pandemia mantém o assassinato sistemático da juventude negra, como João Pedro de 14 anos que foi assassinado pela polícia dentro de sua própria casa.

Bolsonaro, que compartilha vídeos bebendo copos de leite como parte de rituais supremacistas brancos, assim como sua defesa de mais assassinato da juventude negra pela polícia, ou ataques contra quilombolas e indígenas, se soma à ameaça de Trump, mas também ao seu medo e apavoro diante de 50% da população negra no Brasil, o maior povo negro fora da África.

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A resposta para essas atrocidades dada pela população norte americana nos mostra o caminho para combater o racismo e o capitalismo e vingarmos cada um que cai pelas mãos do Estado. A saída da luta de classes, a saída das ruas, não serão os estado que acabarão com sua própria opressão mas sim a organização dos setores trabalhadores, pobres e oprimidos.

Declaração da rede Esquerda Diário nos Estados Unidos (Left Voice): Left Voice: "Se matam um dos nossos, todos nos rebelamos: justiça para George Floyd e todas as vítimas do Estado Racista"




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