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Trump: “Nosso movimento está apenas começando”

Em seu último discurso como presidente, o magnata estadunidense defendeu sua gestão e culpou a China pela pandemia

quarta-feira 20 de janeiro| Edição do dia

Às vésperas da mudança presidencial que neste 20 de janeiro consagrará o democrata Joe Biden como o novo chefe da Casa Branca, Donald Trump transmitiu um discurso no YouTube de cerca de 20 minutos em que reivindicou os 4 anos de sua gestão.

Com o ataque ao Capitólio como último ato durante sua presidência, que lhe rendeu duras críticas até mesmo dentro de seu próprio partido, Trump tenta terminar o melhor possível e para isso argumentou que "o mundo nos respeita novamente".

"Fizemos o que viemos fazer e muito mais", acrescentou na mensagem. "Agora, enquanto me preparo para entregar o poder a uma nova administração, quero que saibam que o movimento que iniciamos está apenas começando."

Tentando evitar sua responsabilidade pelas mais de 400 mil mortes causadas pela pandemia no país, Trump mais uma vez aludiu ao "vírus chinês" e também reivindicou a guerra comercial que manteve todos esses anos com o gigante asiático.

O presidente também disse que “o movimento que iniciamos está apenas começando”, tentando se dar algum tipo de continuidade política que depois do assalto ao Capitólio foi praticamente interrompido.

Enquanto isso, Washington se prepara para a posse de Biden com uma militarização como nunca vista antes, com cerca de 20.000 soldados chegando de diferentes partes do país.

Com essa saturação militar, pretende-se evitar novos episódios como o de 6 de janeiro passado, no qual seguidores de Trump tomaram violentamente a sede do Congresso. Ao mesmo tempo, o regime pretende mostrar que nos Estados Unidos perdura ainda a "ordem" e sua pseudo-democracia, que demorou semanas para reconhecer o vencedor pelo voto popular e pelo colégio eleitoral.

Uma “democracia” baseada na exclusão política de amplos setores das massas trabalhadoras que não podem votar, em particular os trabalhadores precários e as minorias éticas como os afro-americanos ou latinos. Uma "democracia" baseada na opressão e saque aos países pobres ou dependentes, especialmente em seu "quintal" da América Central e do Caribe. Uma "democracia" baseada no militarismo internacional, guerras e assassinatos, no apoio ativo a golpes de estados como na Bolívia ou na Venezuela.

Uma "democracia" que Biden defenderá a todo custo, embora certamente não com o mesmo discurso aberto de seu antecessor.




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