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Direita Golpista | Tristeza de Mamãe Falei, R$ 50 por faixa "#VoltaTemer", dancinha de Doria: o fracasso do 12 de setembro

A direita golpista passou vergonha diante do fracasso de comparecimento em seus atos no dia de ontem. Porém, cenas como a admissão do fracasso pelo deputado Arthur do Val, a dancinha de Doria e a faixa "#VoltaTemer", mostram que a situação tem sempre como piorar.

segunda-feira 13 de setembro | Edição do dia

Capitaneado pelo MBL, a direita golpista tentou dar uma demonstração de força política, encabeçando o chamado às ruas para esse 12 de setembro. Porém, o fracasso retumbante, com os trabalhadores ignorando esse chamado, mostrou mais uma vez as debilidades que a "terceira via" possui para se concretizar.

O deputado Arthur do Val, o famigerado Mamãe Falei, teve um vídeo seu ridicularizado nas redes sociais, ao cortarem um momento em seu discurso em que ele goza que "ninguém veio", comemorando os pífios 2 mil manifestantes presentes. A baixa adesão popular deixou claro como para a população essa direita golpista não é alternativa para Bolsonaro, pois foi cúmplice de sua ascensão, assim como esteve - ainda está - de mãos dadas na maior parte de seus ataques desde a reforma da previdência, passando pelas privatizações, o sucateamento dos serviços públicos.

Um dos momentos mais simbólicos dessa grande contradição presente nesse ato foram as placas de "#VoltaTemer" erguidas por "manifestantes", que depois revelaram que receberam R$ 50 para o protesto. Só mesmo recebendo dinheiro para defender a volta de Temer, responsável por ataques como a reforma trabalhista e a lei do Teto de Gastos, e que agora mostra toda a demagogia da oposição desses setores a Bolsonaro tendo sido chamado pelo presidente para socorrê-lo na elaboração da patética "Declaração à Nação".

Enquanto isso setores da centro-esquerda, como PDT e PCdoB, buscaram se colocar como "democráticos" participando dos atos e mesmo representantes da esquerda defenderam a participação em nome da unidade contra Bolsonaro - como a vereadora do PSOL Isa Penna que compareceu. Para eles coube a vergonha de encampar uma mobilização com inimigos de classe, literalmente misturando suas bandeiras, como se viu com a presença da Bandeira de Gadsen ("Don’t tread on me"), símbolo supremacista branco, que figurou nos atos em Salvador e também na Av. Paulista.

Restou, a João Doria, um dos mais interessados no palanque, usar a Secretaria de Segurança Pública para maquiar os números e tentar esconder minimamente sua vergonha. Enquanto o próprio MBL estimou em 2 mil pessoas os participantes na Av. Paulista, a polícia de SP triplicou a estimativa para 6 mil pessoas. Doria queria ser o protagonista de um grande ato popular, para isso tentou até barrar o ato da esquerda no 7 de setembro, acabou sendo o protagonista de um grande vexame, sendo um dos pontos altos sua vexatória dancinha.




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