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Porto Alegre | Trevo demite 14 rodoviários após Melo e Câmara aprovarem ataques à categoria

Na manha desta sexta-feira (01/10), catorze rodoviários foram demitidos da empresa Trevo (companhia privada de transporte público da cidade de Porto Alegre/RS), sendo eles três motoristas e onze cobradores.

sexta-feira 1º de outubro | Edição do dia

Foto: Samuel Maciel

Durante a semana também ocorreram demissões na empresa VAP (Viação Alto Petrópolis Ltda), na quarta-feira (29/09), onde noventa e dois rodoviários foram colocados na rua. As demissões vêm após três semanas do prefeito bolsonarista Sebastião Melo aprovar ataques irrestritos à categoria, como, por exemplo, a extinção do cargo de cobradores e permissão para privatizar, desmontar ou fatiar a empresa Carris.

Durante a pandemia, rodoviários e cobradores foram linha de frente na manutenção do transporte da cidade, trabalhando em situações de risco sanitário, com ônibus lotados e falta de EPIs adequados. Sem o trabalho desta categoria não seria possível que os milhares de trabalhadores da saúde chegassem a seus postos de trabalho.

Além de expor suas famílias ao contágio do vírus, os rodoviários enfrentaram ameaças e notícias de demissões. A combinação dos ataques contra a categoria abriu espaço para aprofundar as demissões. Calcula-se que serão por volta de três mil trabalhadores que perderão seus empregos. As informações sobre as demissões foram coletadas pelo Esquerda Diário por fontes internas, nestas constam o relato de como a empresa busca reduzir os custos dos desligamentos evitando desligar trabalhadores mais antigos.

O reacionário prefeito Sebastião Melo, na sua campanha, deixou claro de que lado estava do dos patrões, e que sua intenção que era vender a empresa Carris e atacar a categoria a qualquer custo, mesmo com demissões de centenas de trabalhadores.

Os trabalhadores da Carris protagonizaram uma greve contra a privatização e os demais ataques impostos pelo prefeito Melo, que mesmo sem poder acessar a Plenária da Câmara durante a votação, permaneceram com a cabeça erguida em luta, mesmo debaixo de chuva, sob ameaças de corte de ponto, traição aberta da direção do sindicato e indireta da comissão dos trabalhadores responsável pela greve.

Os trabalhadores mostraram que somente através da luta, confiando em nossas próprias forças, é possível derrotar os ataques. É preciso tirar as lições dessa greve para fortalecer a luta dos rodoviários da Carris e das privadas, junto com os usuários, para enfrentar os ataques de Melo e a patronal.




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