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Mineração | Três das barragens com maior risco de desabamento do país ficam em Minas Gerais

Com as fortes chuvas no inicio desse ano em Minas gerais, mais uma tragédia pode ser anunciada. As 3 barragens de Forquilha III, Sul Superior e B3/B$ tem o maior risco de desabamento do país, todas operadas pela mineradora Vale, a mesma que operava as barragens de Mariana e Brumadinho, essa que segue lucrando enquanto destrói o meio ambiente, além de tirar a vida de centenas de pessoas após o rompimento das barragens.

quinta-feira 13 de janeiro | Edição do dia

Foto: EFE/Antonio Lacerda, Lucas Landau, Yuri Edmundo e Paulo Fonseca

O Estado de MG vem sofrido com as intensas chuvas nesse inicio de 2022, resultando em tragédias como a de Capitólio, e com outras já anunciadas desde 2019, como o caso das três barragens que correm o maior risco de desabamento do Brasil, localizadas próximo a cidades de Ouro Preto, Nova Lima e Barão de Cocais, que juntas tem uma população estimada de 255 mil pessoas e que agora estão em situação de emergência por conta das chuvas.

Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), estas são as únicas barragens no país em situação de emergência de nível 3, quando o rompimento é iminente (pode acontecer a qualquer momento) ou quando já está em curso.

Mais um ano e nada diferente, desde Mariana em 2015 e Brumadinho em 2019, a população do Estado de MG, sofre e sente a ferida aberta dessas tragédias que dizimaram cidades e tiraram a vida de centenas de moradores locais, além da vida dos funcionários da empresa. Mais um caso que revela a impunidade que gira entorno dessas mineradoras, que seguem lucrando altos montes de dinheiro com a mineração que levou “ondas” de lama, destruindo cidades inteiras e tirando vidas de centenas de pessoas.

As causa de tragédias como as de Brumadinho e Mariana, são frutos da irracionalidade do sistema capitalista que transforma tudo em lucro. A Vale, por exemplo, empresa privatizada a preço de banana, siderúrgicas como a Vallourec, empresários da mineração, do turismo, do agronegócio são beneficiados por esses mesmos políticos que historicamente aprovam a flexibilização de leis ambientais e reformas trabalhistas e da previdência num combo de ataques contra os trabalhadores, a população e o meio ambiente.

É preciso um plano de emergência, organizado pela população, aliada dos estudantes e trabalhadores, junto as centrais sindicais para dar um basta a todo esse projeto capitalista de destruição do meio ambiente e da vida das pessoas.




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