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HIPOCRISIA LIBERAL | Transporte lotado em São Paulo escancara a hipocrisia da “fase emergencial” de Doria

As medidas que entram em vigor nesta segunda (15/03) e determinam que apenas comércios e serviços essenciais podem continuar funcionando, mas mantém a indústria aberta e não levam em conta a necessidade de trabalhadores informais ou desempregados, que não possuem nenhum amparo, como auxílio emergencial, que deveria ser de pelo menos um salário mínimo.

segunda-feira 15 de março | Edição do dia

Ônibus lotado em meio a pandemia. (Foto: Reuters)

Os ônibus, trens e metrôs da Zona Leste de São Paulo amanheceram lotados apesar da “fase emergencial” decretada por João Doria, supostamente para combater o avanço da pandemia de Covid-19 no Estado de São Paulo. No entanto, diversos trabalhadores informais, assim como desempregados, não possuem condições de ficar em casa, por necessitarem ter alguma renda para coisas básicas como comer e pagar aluguel, o auxílio-emergencial anunciado por Bolsonaro ainda não ter começado a ser pago, e ser em um valor totalmente insuficiente.

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A “fase emergencial” é uma demagogia de Doria, que busca parecer racional perante ao negacionismo de Bolsonaro, mas obriga os trabalhadores a se aglomerarem nos transportes públicos e joga a culpa da pandemia nos próprios trabalhadores, culpando-os por fazer “festas clandestinas”. Além disso, impõe um toque de recolher das 20h às 5h, uma medida que serve apenas para aumentar a repressão sobre a juventude negra e periférica.

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