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Agronegócio | Trabalho precário no agronegócio aumenta 17% contra apenas 0,5% com carteira assinada

O agronegócio vinha empregando cada vez menos ano após ano desde 2012, quando haviam em torno de 20milhões de pessoas ocupadas no setor. A força de trabalho caiu com a pandemia para 16,73 milhões e no segundo trimestre de 2021 registrou 18,04 milhões de pessoas ocupadas, porém sendo uma ampla maioria sem carteira assinada e jogada na precarização.

terça-feira 28 de setembro | Edição do dia

Foto: Tiago Giannichini/Fotos Públicas

Dados divulgados nessa segunda-feira (27) pelo Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) revelam uma recuperação do mercado de trabalho baseada amplamente no trabalho informal, precário em outras palavras. O empregados sem carteira assinada no agronegócio aumentaram 17% enquanto os com carteira assinada subiram apenas 0,5%.

Ao mesmo tempo diversos institutos de pesquisa apontam para produção recorde nesse ano em que o Valor Bruto de Produção deve chegar a R$1,1 trilhão. As exportações podem chegar a US$115 bilhões (R$615 bilhões) e a produção de grãos tem o prognóstico de chegar a 253 milhões de toneladas em 2021. Essa recuperação do agronegócio está diretamente relacionada com a super exploração do trabalho, com as queimadas e desmatamento desenfreado pelo país e como se não bastasse ao ataque aos povos indígenas.

A contradição é a fome endêmica que pode se tornar epidêmica num país que é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. A produção é totalmente voltada para enriquecer os latifundiários que adoram Bolsonaro e Mourão enquanto a crise é descarregada sobre os indígenas e a classe trabalhadora. É preciso que as direções das grandes centrais sindicais como CUT/PT e CTB/PCdoB saiam da paralisia e convoquem assembleias para construir uma greve geral que coloque Bolsonaro, os militares e todo o regime do golpe contra as cordas ao invés da frente ampla que negocia com a direita e o centrão as ainda distantes eleições de 2022. É fundamental unificar as lutas de trabalhadores com as lutas indígenas e em defesa do meio ambiente com a juventude, somente a unidade desses setores pode dar uma saída que façam os capitalistas pagarem pela crise.

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