Mundo Operário

GREVE DOS CORREIOS

Trabalhadores dos Correios fazem forte ato na Pampulha BH

Aproximadamente 200 trabalhadores dos Correios fizeram mais um forte ato seguido de assembleia em Belo Horizonte, dessa vez no Centro de Entrega de Encomendas Jaraguá, na região Pampulha. Eles mantêm a greve e denunciam a retirada de direitos pela empresa com o aval do STF, além da privatização que Bolsonaro e Guedes ameaçam fazer.

terça-feira 1º de setembro| Edição do dia

Nessa segunda (31) os trabalhadores dos Correios fizeram mais um ato seguido de assembleia na manhã de Belo Horizonte, contra a retirada de direitos pela empresa com o aval do STF, e também contra a privatização que Bolsonaro e Guedes ameaçam fazer. Aproximadamente 200 trabalhadores se reuniram em frente ao Centro de Entrega de Encomendas Jaraguá, na região Pampulha.

Na cobertura feita pelo Esquerda Diário e juventude Faísca Revolucionária, sentimos que o clima do ato era contagiante: músicas, foguetes e muita disposição nos trabalhadores para seguir em sua greve. Sabem que não podem perder esses direitos, e que para mantê-los é preciso se unificar com suas próprias forças, independentes da direção da empresa que tenta dissuadi-los da luta.

Um trabalhador que preferiu não se identificar nos disse como entende o jogo político por trás dos ataques aos direitos: os cortes nos custos dos trabalhadores dos Correios facilita para que a empresa seja mais atraente para a privatização, aumentando o interesse do empresariado nos lucros que consegue obter enquanto explora a mão de obra barata.

Outro trabalhador nos diz que o discurso de privatização dos Correios é antigo, data de mais de 20 anos, passando por todos os governos anteriores. Agora, no governo Bolsonaro, a efetivação desse discurso parece cada vez mais próxima.

Soubemos ainda que um trabalhador da região Pampulha faleceu pela covid-19, assim como os outros 120 trabalhadores dos Correios nacionalmente, que não puderam parar de trabalhar em meio a pandemia.

Muitos denunciam que os EPI’s (álcool em gel, máscaras) fornecidos pela empresa eram insuficientes para todos os trabalhadores, mostrando o descaso para com suas vidas.

Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) estão desde o dia 17 de agosto em greve nacional, com adesão de 70% da categoria. A empresa conseguiu através do judiciário a diminuição da validade do acordo coletivo feito em 2019, de forma a terminar esse ano, sendo que inicialmente seria válido até 2021.

Foi proposto um novo “acordo” que na verdade é um gigante ataque contra os trabalhadores, excluindo 70 das 79 cláusulas do acordo de 2019, entre elas extinguindo licença-maternidade e adicional de risco, impondo redução do vale-alimentação, e aumentando o custeio do plano de saúde em plena pandemia de Covid-19.

Por isso, a vitória dessa greve é um grande passo para colocar contra a parede todo esse projeto de precarização e morte que promove a extrema direita. O apoio de toda a juventude e dos trabalhadores de outras categorias é essencial, de forma que as entidades estudantis e as centrais sindicais precisam também se colocar ao lado dos carteiros e carteiras nesse momento.




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