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Trabalhadores dos Correios fazem carreata em Guarulhos SP

Na manhã de hoje (27) os trabalhadores dos Correios saíram em carreata pelas ruas da cidade contra a retirada de direitos e a privatização, impostos pelo governo genocida de Bolsonaro e o STF golpista.

quinta-feira 27 de agosto| Edição do dia

Imagem: trabalhadores dos Correios de Guarulhos na concentração para a carreata que ocorreu hoje (27)

Os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios de Guarulhos, São Paulo, estão em greve há mais de 7 dias e fizeram hoje (27) pela manhã uma carreata pela cidade. Eles denunciam a retirada de direitos por parte da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e do governo Bolsonaro, que retirou 70 dos 79 pontos do acordo coletivo, após obter liminar na justiça.

A concentração em Guarulhos e Alto Tietê começou às 10 horas. Do carro de som na carreata, um trabalhador diz sobre como os Correios são a única empresa que presta serviço nas periferias da cidade, muitas vezes sem máscaras e álcool em gel suficientes para se protegerem do coronavírus.

Os trabalhadores dos Correios têm hoje um dos piores salários entre as estatais, e seguiram trabalhando mesmo durante a pandemia. Além das demandas salariais, eles avançam na greve também contra a privatização, que certamente significará uma piora do serviço para a população além da precarização das milhares de famílias dos trabalhadores pelo país.

Em várias cidades, os trabalhadores dos Correios saem às ruas mostrando a força dessa importante greve, contando com o apoio da população para se colocar frente ao projeto escravista do governo Bolsonaro. O governo promove esses ataques junto aos outros poderes políticos, como o STF (Supremo Tribunal Federal), pilar do golpe institucional de 2016, e que não hesitam em se unir quando o objetivo é garantir que os efeitos do aprofundamento da crise econômica pela pandemia sejam jogados nas costas dos trabalhadores mais precarizados, enquanto garante os super-salários dos parlamentares e os lucros das empresas.

A empresa é hoje comandada pelo general Floriano Peixoto, que apenas em seu salário anual recebe R$1.128 milhão, muito diferente do restante da categoria. Segundo a FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) Floriano escalou pelo menos dez militares em cargos estratégicos da direção dos Correios e suas subsidiárias ganhando salários de R$ 30 a R$ 46 mil, enquanto o trabalhador de carreira da empresa ganha um salário de aproximadamente R$ 1,7 mil por mês.

A vitória dessa luta será uma conquista para todos os trabalhadores e juventude que querem uma vida e um futuro digno, contra a barbárie do capitalismo que permite ataques às condições de vida mesmo em plena pandemia, com milhares de mortes ao dia como vemos hoje.




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