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Trabalhadores do comércio popular realizam protesto em Pelotas/RS

quinta-feira 4 de junho| Edição do dia

Na tarde desta quinta-feira (04), permissionários do Pop Center em Pelotas se reuniram em frente à prefeitura para protestar contra o fechamento de suas lojas desde o último dia 20, logo após uma reunião com a prefeita Paula Mascarenhas (PSDB), na tentativa de algum acordo entre os gestores e trabalhadores do Pop Center.

Os permissionários exigem a reabertura de suas bancas e condições de higiene e proteção mínimas para trabalhar. Até esta semana, muitos camelôs estavam operando nas calçadas próximas ao shopping popular, mas foram impedidos de continuar pela gestão do município, que alegou ser uma forma ilegal de comércio. Em contrapartida, as lojas do calçadão, por exemplo, seguem abertas, mesmo com o enorme aumento de casos de covid-19 no estado.

Esses trabalhadores não recebem o mesmo tratamento dos empresários do comércio pelotense - que pressionaram a reabertura de lojas para manter seu lucros - pois precisam vender para sustentar suas famílias. O desespero desses trabalhadores para garantir sua renda também é responsabilidade do governo de Bolsonaro e Mourão, e dos privilegiados parlamentares que não garantiram nem o auxílio emergencial de R$ 600 a todos que precisam. Mesmo aos que receberam esse valor não é suficiente para sustentar as famílias.

Por tudo isso, defendemos que todo trabalhador de serviços não essenciais e todos que se encontrem no grupo de risco tenham direito a quarentena remunerada. Reivindicamos que o valor do auxílio emergencial aos trabalhadores informais e desempregados seja de de R$ 2.000 e que ninguém receba menos que isso.




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