Internacional

Demissões na Venezuela

Trabalhadores do Metrô de Caracas denunciam demissões e amedrontamento policial

Trabalhadores do Metrô de Caracas fazem denúncia de ameaças policiais e de demissões ocasionadas por reivindicações de melhores salários e seguro saúde

sexta-feira 18 de setembro| Edição do dia

Através de distintas contas em redes sociais, entre elas a da ‘Asociación de Jubilados y Pensionados de la C.A. Metro de Caracas’ no Twitter (@Ajupemeca1), além das informações que circulam pelos grupos de trabalhadores do WhatsApp e onde se expressam os trabalhadores ativos e aposentados do Metrô de Caracas, foi conhecido um novo episódio na empresa de transporte público, em que estão demitindo alguns trabalhadores e trabalhadores por exigirem melhores salários e seguro HCM (um modelo de seguro saúde presente na Venezuela).

Foram divulgadas algumas cartas assinadas pelo presidente da empresa, General de Brigada Cesar Vega González, nas quais relatam o processo de demissão de alguns trabalhadores que participaram de ações de reivindicação relacionadas aos direitos dos trabalhadores que se faz menção.

Vários trabalhadores que, por questões de segurança, preferem não ser identificados com seus nomes - por enquanto - tendo em vista o clima repressivo e anti-trabalhista que alegam viver naquela empresa, denunciaram que esses procedimentos estão sendo realizados com intimidação policial-militar e que são uma clara retaliação diante das justas demandas que têm sido apresentadas ao conselho de administração, diante do fato incontestável das condições materiais e de vida em que se encontram os empregados, em geral.

Também, de algumas vozes de trabalhadores da base do Metrô, houve comentários para a equipe de redatores do aporrea.org, que são sensíveis às diferentes atividades de protesto e luta que vêm ocorrendo em outras partes do país e, principalmente, aos apelos de unidade que vêm sendo feitos em direitos comuns à classe trabalhadora como um todo, como salários, benefícios, discussões de acordos coletivos ou na rejeição da criminalização de protestos, muito comuns nos últimos anos de governo.

Afirmam que os caminhos da classe operária só podem conduzem à articulação de todas as lutas operárias face à ofensiva de um governo que não hesitam em qualificar de “militarista, anti-operário e produtor de fome”.




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