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SAÚDE RJ | Trabalhadores do Hospital do Andaraí fazem ato pela vacinação e contra a privatização

quarta-feira 7 de abril | Edição do dia

Trabalhadores da saúde do Hospital do Andaraí, membros de Sindicatos de Trabalhadores da Saúde e Previdência Social e representantes de Fóruns de Saúde fizeram uma manifestação hoje (07), no Dia Mundial da Saúde, na frente do Hospital do Andaraí, na Tijuca, Rio de janeiro. Foram dezenas de trabalhadores que se juntaram na porta do Hospital no horário do seu almoço para dialogar com a população sobre a importância de defender a saúde publica e a vacinação para todos.

Marcelo, trabalhador do Hospital Federal do Andaraí-RJ falou sobre a falta de vacinação dos profissionais da linha de frente:

Os trabalhadores denunciaram o processo de privatização que vem ocorrendo com os Hospitais da rede Federal na cidade do Rio de Janeiro. O Hospital do Andaraí, entre outros, é tido como de referência e, ao mesmo tempo, sofre com a falta de verbas e sucateamento pelo Ministério da Saúde do governo Bolsonaro. Na rede Federal do Rio já foram 4117 profissionais da saúde demitidos, parte de um projeto para favorecer os interesses da iniciativa privada, como é o caso da Rede D’or, citada pela dirigente do Sindsprev em sua declaração ao Esquerda Diário:

O resultado é um Hospital de referência no combate à covid-19, mas que não vacina ninguém há mais de duas semanas, justamente por falta de vacinas e falta de investimentos na rede federal do Rio. O ato foi parte de um dia de lutas junto com outros hospitais, na Lagoa e em Niterói, marcado hoje pelo Dia Mundial da Saúde.

Para resolver a crise sanitária, na saúde seria necessária a quebra das patentes das vacinas existentes e a reconversão das indústrias para a produção destas, para que não só o Andaraí, mas todas unidades de saúde possam vacinar em massa, ter testes massivos, para promover um isolamento racional dos infectados, além da expropriação dos leitos privados para garantir que todos possam ser tratados, com contratação imediata para colocar para funcionar os leitos fechados.

Essas são medidas que só poderão ser levadas a frente pela luta dos trabalhadores organizados, assim como demonstraram inicialmente hoje, exigindo de suas direções sindicais e das grandes centrais como a CUT e CTB que não apenas organizem dias pontuais de mobilização, mas construam um plano real, nacional, articulando todas as forças necessárias, dos trabalhadores da linha de frente em primeiro lugar, mas das demais categorias, para levar essa batalha de maneira consequente.




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