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Greve na RedeTV! | Trabalhadores decidem manter greve na RedeTV! por reajuste salarial e pagamento de direitos atrasados

Em assembleia realizada nesta sexta-feira (3), trabalhadores da RedeTV! votam continuidade da greve após reunião de negociação junto da justiça. O TRT apresentou uma proposta de conciliação, entretanto a empresa não se manifestou ainda.

sábado 4 de setembro | Edição do dia

De acordo com o que sugeriu desembargador Valdir Florindo, o salário dos colaboradores deverá ser ajustado em 17 pontos porcentuais, porém de forma escalonada: 7% em outubro, 5% em janeiro de 2022 e mais 5% em janeiro de 2022 e mais 5% em abril do ano que vem. Foi sugerido também que a RedeTV! deve preservar o emprego dos funcionários durante o período do dissídio, além de pagar 50% dos dias paralisados.

Os grevistas decidiram aceitar a proposta judicial, entretanto esperam a resposta da emissora para definirem se a greve será encerrada, uma vez que apenas essa sugestão da justiça na audiência de conciliação não garante ainda que a empresa irá acatar. Por isso, a paralisação seguirá até o dia 8, quando haverá outra assembleia, e a RedeTV! deverá informar a sua decisão à Justiça.

A greve se iniciou no dia 2, quinta-feira, em forte assembleia com 300 trabalhadores. Operadores de câmeras, roteiristas, trabalhadores das cozinhas e camareiras exigem reajuste salarial após 4 anos de congelamento de salários, totalizando quase 20% de desvalorização real dos ganhos dos trabalhadores, além do calote do dissídio e anos de FGTS não repassados. Além disso, os trabalhadores relatam que trabalham em péssimas condições, com jornadas de trabalho sempre bastante extensas e acúmulo de função, conforme relatam aqui.

Veja mais: Vídeo - Bolsonarista Sikêra Jr. zomba e faz ameaça repulsiva a trabalhadores em greve na Rede TV!

Nós do Esquerda Diário nos solidarizamos com os trabalhadores e exigimos que a empresa atenda as demandas dos funcionários. Colocamos nossa mídia à disposição desta luta, que é um exemplo a ser seguido para barrar os ataques de Bolsonaro, dos governadores, do Congresso e de todos os empresários que querem fazer com que sejam os trabalhadores a pagarem por essa crise.




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