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SAÚDE RIO DE JANEIRO

Trabalhadores da saúde fazem atos no Rio pelo pagamento de seus salários

terça-feira 10 de dezembro de 2019| Edição do dia

Trabalhadores da saúde do município do Rio de Janeiro realizaram uma manifestação na Linha Amarela que interditou parcialmente a via no sentido Ilha do Fundão, na altura do Complexo da Maré, por quase uma hora nesta terça-feira.

Outro ato também foi realizado por trabalhadores da saúde em Bangu, na Avenida Santa Cruz, altura da Praça 1º de Maio.

Veja também: Sem salários há 2 meses, trabalhadores da saúde decidem paralisar por 48h e fazem ato de rua no Rio

Ambos protestos são parte das atividades de greve tiradas pelos trabalhadores da saúde do Rio de Janeiro, que estão sem receber seus salários há mais de dois meses, ontem em uma assembleia unificada. Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, vem aprofundando uma política de ataques e sucateamento contra a saúde pública no Município onde as Organizações Sociais (OSs) administram boa parte da rede municipal de saúde.

A introdução de OSs na saúde é um importante meio de terceirização dos serviços, precarização trabalho e do atendimento. A crise na saúde carioca avança e atualmente a dívida da prefeitura com essas instituições chega a R$ 350 milhões, segundo estimativa da Comissão de Saúde da Câmara Municipal.

Veja também: TST e Governo Bolsonaro impedem pagamento da saúde do Rio em decisão favorável a Crivella

Em função desta situação que avança contra os trabalhadores da saúde e contra o serviço público de conjunto, profissionais votaram em assembleia a decidirem pela paralisação das atividades dos serviços que não são emergenciais por 48 horas e redução equipes nas emergências, a partir desta terça.

Nós, do Esquerda Diário, prestamos apoio a esta luta, dispondo os recursos a disposição de divulgar e fortalecer a greve dos trabalhadores da saúde, de denunciar a realidade da saúde e chamamos a todos os trabalhadores da saúde e usuários a mandarem suas denúncias e depoimentos.

A saúde e educação são importantes alvos do governo Bolsonaro, Witzel e Crivella, que avança com reformas e ajustes, precarizando os serviços públicos e aprofundando do domínio de instituições privadas na Saúde, para garantir o lucro dos empresários e, por outro lado, as miseráveis condições de vida dos trabalhadores e da população pobre.




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