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SURTO DE COVID

Trabalhadores da Regap denunciam casos de covid e pedem cancelamento da “parada de manutenção”

A Refinaria da Petrobras no estado de Minas, já contabiliza quase 200 casos da doença, sindicato e trabalhadores vem denunciando a negligência da direção da empresa que mantém aglomerações com a continuação de “paradas de manutenção”.

quarta-feira 17 de março| Edição do dia

Foto : ALISSON J. SILVA/ARQUIVO DC/ Diário do Comércio

Em nota do sindicato no dia 15 da Regap (Refinaria Gabriel Passoa, em Betim/MG), trabalhadores denunciaram os casos de coronavírus em companheiros da refinaria. Cerca de 200 casos foram contabilizados na refinaria, casos que tem as mãos da direção da empresa como responsáveis.

Além desses casos, na Refinaria na Bahia, duas mortes ocorreram em decorrência da doença e da ganância por lucros da direção da Petrobras. De acordo, com a FUP( Federação de Única de Petroleiros), nas últimas semanas mais de 80 casos de covid-19, já foram contabilizados em trabalhadores da empresa.

De acordo com as notas dos sindicatos, da Bahia e de Minas, e como viemos denunciando também em outras notas do Esquerda Diário, as contaminações não surgem do nada e as mortes não são inevitáveis.

Manter as “paradas de manutenção”, ação em uma refinaria que gera aglomerações e a falta de EPI’s, contribuem para a disseminação do vírus entre os petroleiros e suas famílias. Assim os sindicatos denunciam e exigem o cancelamento da “parada de manutenção” e frente à situação de colapso sanitário do país, a redução do quadro presencial, apenas para a produção que dê conta de abastecer as necessidades inadiáveis da população.

Políticas como essas, são uma política criminosa da direção da Petrobras, agradando especuladores imperialistas em nome do lucro. Nós do Esquerda Diário, nos solidarizamos com cada companheiro perdido por essa doença ou que tenha perdido familiares e amigos, mas não deixamos de denunciar a responsabilidade das mortes que têm Bolsonaro e todo o regime do golpe, com os diretores da empresa, os governadores, STF, Congresso e empresários negacionistas.




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