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FECHAMENTO DA FORD | Trabalhadores da Arteb seguem em greve pelos direitos dos 200 demitidos

Nesta quarta, 27, os trabalhadores da Arteb decidiram manter a greve após 200 funcionários dessa montadora da Ford receberem o aviso de demissão depois da reunião entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

quinta-feira 28 de janeiro | Edição do dia

Foto: Adonis Guerra/SMABC

A Arteb é uma montadora de faróis e lanternas para as linhas de montagem e mercado de reposição de autopeças. Na planta em São Bernardo, que conta com 870 trabalhadores, a empresa começou as dispensas por correspondência na segunda (25) e ontem foram mais 200 dispensados na terça. Ainda existe ameaça de demitir até 50% do efetivo.

Na manhã de quarta (27) foi decidida a continuidade da paralisação em solidariedade a quem foi demitido, segundo o secretário do sindicato a a exigência seria por direitos e pagamento justo àqueles desligados. O sindicato quer discutir a manutenção da planta com contrato com a Fiat.

Haverá nova assembleia hoje (quinta, 28/01), 14h, em frente à fábrica.

Se os trabalhadores já estão em greve parando os meios de produção na Arteb, então é possível lutar para reverter as demissões. É inaceitável esses operários terem suas família jogadas na rua, ainda mais nesse momento difícil de pandemia para simplesmente satisfazer a sede de lucro dos patrões.

Um demitido que trabalhou por 12 anos na Arteb enviou depoimento ao Repórter Diário: “Primeiro disseram quando nos demitiram que o pagamento seria feito em três vezes, agora em 18 não dá, por isso que a greve continua”. É revoltante como a empresa demite como se fosse descartável o trabalhador que esteve tanto tempo e não paga os direitos corretamente!

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a perda potencial de postos de trabalho será muito maior, contando toda a cadeia entre efetivos e terceirizados: 118.864 mil postos de trabalho diretos e indiretos e serão encerrados em 2021. Isso é equivalente a mais de R$2,5 bilhões de perda de massa salarial aos trabalhadores.

Veja também: Contra Bolsonaro e Doria, batalhemos pela disponibilização universal da vacina

Esse cenário dramático pode ser enfrentado com assembleias e organização dos trabalhadores. Se as centrais sindicais como a CUT e a CTB (PT e PCdoB), que dirigem o Sindicatos de Metalúrgicos do ABC e milhares de sindicatos de trabalhadores pelo país, colocarem toda sua força para isso, unindo efetivos e terceirizados, e romper com as negociações que conciliem com os interesses da patronal permitindo centenas de milhares de trabalhares estarem nas ruas.

Um plano de lutas nacional para enfrentar as demissões decorrentes do fechamento da Ford é urgente, e pode fortalecer de conjunto os trabalhadores para derrotarem ataques como esse da Arteb, assim como colocar a força da classe trabalhadora em movimento para derrotar as reformas de Bolsonaro e dos golpistas.

A pandemia se agrava, é necessário mais insumos hospitalares, tubos de oxigênio, respiradores, porque não se coloca também na ordem do dia que os trabalhadores tomem essas plantas da Arteb para produzir? Poderiam por exemplo reconverter a produção e produzir o que for necessário para que o SUS possa garantir o combate à pandemia.




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