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FECHAMENTO DA LG | Trabalhadoras de fornecedora da LG entram em greve contra demissões e por direitos

Operárias e operários lutam pela manutenção dos seus empregos e em defesa dos seus direitos. Greve começa após anúncio da gigante sul-coreana, LG, em encerrar a produção de celulares no país.

segunda-feira 5 de abril | Edição do dia

Assembleia com as trabalhadoras da Blue Tech - Foto: Roosevelt Cássio

A gigante sul-coreana LG anunciou, nessa segunda-feira (5), que vai encerrar a produção de celulares no país. Apenas na fábrica de Taubaté, a única voltada à produção de smartphones no país, estima-se demissões de mais de 400 trabalhadores. Mas os efeitos da decisão da LG não param em Taubaté, muitos outros trabalhadores tendem a ser afetados, como é o caso das três fornecedoras, Sun Tech (em São José dos Campos), Blue Tech e 3C (ambas de Caçapava), que estão sendo ameaças de fechar.

Tanto na LG de Taubaté, quanto nessas três outras fábricas que produzem para a LG, os trabalhadores entraram em greve. Nas fornecedoras há um grande contingente de operárias, como se vê na foto da Blue Tech, capa da matéria. Caso as três fábricas sejam fechadas, pode haver fechamento de 430 postos de trabalho.

Desde a semana passada as trabalhadoras decidiram estado de greve, cobrando um posicionamento da empresa sobre o futuro das fábricas. Hoje, após o anúncio da LG, as trabalhadoras decidiram entrar em greve a partir de terça (6). Logo pela manhã haverá assembleias em frente às três fábricas: 3C (6h), Blue Tech (6h30) e Sun Tech (7h). Também está prevista reunião das empresas com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, segundo o próprio sindicato.

A luta dessas trabalhadoras é contra demissões, contra os fechamentos das fábricas, em defesa de seus postos de trabalho e de todos os seus direitos. Hoje estamos vendo uma série de ataques aos trabalhadores de diversos lugares do país. Os patrões estão descarregando a crise nas nossas costas, enquanto mantêm os seus lucros intactos. Mas lutas como as dos trabalhadores de Taubaté e das operárias de SJC e Caçapava mostram que há resistência por parte da classe trabalhadora em meio a tantos ataques, e que a ampla unidade de toda a classe pode dobrar os ataques dos patrões.




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