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NEM COM O GOVERNO, NEM COM A DIREITA | Todos ao ato do dia 18 de setembro pra lutar por uma saída dos trabalhadores para a crise

No próximo dia 18 de setembro a CSP-Conlutas e as organizações do Espaço Unidade de Ação convocaram a partir de plenárias estaduais uma marcha dos trabalhadores e trabalhadoras.

sábado 5 de setembro de 2015 | 00:30

No próximo dia 18 de setembro a CSP-Conlutas e as organizações do Espaço Unidade de Ação convocaram a partir de plenárias estaduais uma marcha dos trabalhadores e trabalhadoras. Com o mote "Contra Dilma-PT; Cunha, Renan e Temer-PMDB; e Aécio-PSDB" a marcha chama a lutar contra o ajuste fiscal e a chamada "Agenda Brasil" e chama a construir uma alternativa classista dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre.

Felipe Guarnieri, delegado sindical do Metrô de São Paulo, comentou a aprovação da Marcha "Nós participamos de todas as reuniões e plenárias aqui em São Paulo e achamos que a marcha do dia 18 é uma importante iniciativa. Nós já estamos construindo nos nossos locais de trabalho e estudo e consideramos que a marcha deve ser encarada como um momento importante para colocar de pé um verdadeiro pólo de aglutinação dos setores anti-governistas". Para Felipe apesar da importância da Marcha, perdeu-se o tempo político de aparecer nacionalmente como um contraponto aos atos da direita e do governo. "Nós fizemos um forte chamado a convocar na semana dos atos um terceiro ato que pudesse aparecer nacionalmente como uma alternativa independente. Achamos que a CSP-Conlutas e o PSTU com os sindicatos que dirige, e o PSOL com a figura de Luciana Genro e seus parlamentares poderiam ter encabeçado um terceiro ato, entretanto parte do PSOL acabou marchando junto com o PT no ato do dia 20", completou Felipe.

Segundo Bruno Gilga, diretor do Sintusp a Marcha bem como o Encontro Nacional que deve ocorrer no dia seguinte são passos importantes para organizar a luta, entretanto é necessário avançar pra constituição de um pólo classista e anti-governista. "Quando falamos em pólo não estamos falando apenas das reuniões ou plenária que possam ser articuladas. Isso é parte de se organizar, mas o fundamental é sua relação com a luta de classes. Um pólo que por exemplo em São Paulo aglutine os sindicatos dirigidos pela esquerda como o Sindicato dos Trabalhadores da USP, o Sindicato dos Metroviários, as oposições sindicais como a Oposição Alternativa da Apeoesp, entre outros, com medidas comuns de organização das suas bases (papel que as reuniões até agora não cumpriram), poderia ter um nível de articulação para atuar frente às greves e lutas em curso de forma muito mais efetiva, inclusive se dirigindo às bases das centrais sindicais governistas. Para nós o decisivo é que seja um pólo para a luta de classes. Neste sentido acreditamos que ainda não conseguimos constituir este pólo para atuar de forma decisiva em greves como da GM de São José dos Campos, da Volkswagen de Taubaté e da Mercedes de São Bernardo do Campo", disse Bruno.

Maíra Machado, Conselheira da Subsede da APEOESP de Santo André também comentou a construção da Marcha "Acredito que é possível a participação de muitos professores e professoras, e vamos construir a Marcha com a perspectiva de lutar contra os cortes na educação e por isso será importante a aliança com os estudantes nas universidades. No Encontro de Mulheres e LGBT do Pão e Rosas também aprovamos com força a construção da Marcha".

A marcha foi aprovada a partir de resolução política da reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas e vai ser sucedida de um Encontro Nacional no sábado. "Esperamos estar com centenas de companheiros e companheiras junto com o MRT nesta Marcha e também no Encontro, lutando pra colocar de pé um pólo classista, anti-governista e anti-burocrático para enfrentar os ajustes do governo Dilma e buscar uma alternativa independente dos trabalhadores, das mulheres e da juventude", finalizou Guarnieri.




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