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Rumo ao 19J! | Todes à assembleia Geral UnB: Fora Bolsonaro e Mourão e unidade entre estudantes e trabalhadores!

A UnB e as federais estão sob ataque de Bolsonaro-Mourão e dos golpistas do Congresso com a LOA. Por isso, é fundamental que a gestão do DCE da UnB chame o mais amplamente possível todes es estudantes, desde cada sala de aula para a luta, garantindo o mais amplo direito a voz e voto. Todes à assembleia geral dos estudantes, quinta-feira, 17, às 18:30!

quinta-feira 17 de junho | Edição do dia

A LOA ataca a UnB acabando com as verbas para investimento e diminuindo aquelas destinadas às bolsas de pesquisa e extensão, assim como da assistência estudantil. Na atual situação caótica que o Brasil se encontra, em meio a cortes às universidades, privatizações e retirada de direitos, se torna ainda mais evidente toda a política de descarregar a crise nas costas da classe trabalhadora e da juventude por parte de Bolsonaro, junto de seu vice Mourão e dos militares, que nunca estiveram tão presentes no governo desde a ditadura. Tudo isso é fruto do regime herdeiro do golpe institucional de 2016, realizado para aprofundar ainda mais os ataques e reformas que o PT já havia feito - inclusive na educação.

É preciso unidade entre trabalhadores e estudantes, mas infelizmente a CUT (dirigida pelo PT) tenta desmembrar o ato, convocando um outro para o dia 18, enquanto a UNE (dirigida pelo PT, PCdoB e Levante) convocam para o dia 19.
Torna-se ainda mais fundamental que a atual gestão do DCE da UnB - composta pelo PT, PCdoB, Levante, PSOL e PCB - organize e convoque desde a base e por cada sala de aula todes es estudantes para a assembleia geral que ocorrerá quinta, 17, às 18h30. Fazemos um chamado para que, desde a UnB, o movimento estudantil seja linha de frente de exigir das centrais sindicais e estudantis um dia comum de luta para termos mais força 19J - no entanto, esse chamado à unidade foi sistematicamente negado na última assembleia pela atuação gestão do DCE.

Leia mais: Direção do DCE da UnB vai contra unificar estudantes e trabalhadores no 29M

Os atos de 29M expuseram toda a indignação da população brasileira frente ao governo Bolsonaro que aniquila seu povo cada dia mais, batendo o triste recorde de quase meio milhão de mortes. E não é de se surpreender que essa política racista e negacionista do atual regime, se preocupa fortemente dia após dia em “sepultar” verbas direcionadas à educação, saúde, direitos e questões do meio ambiente - contando com todo o apoio do Congresso golpista, dos militares e do STF. Uma das várias consequências desses cortes são os ataques que os trabalhadores terceirizados da UnB estão sofrendo, com auxílio da reitora Márcia Abrahão que ignora as práticas imorais das empresas terceirizadas e descarrega a crise nas costas da classe trabalhadora e da juventude, sobretudo mais precarizada e negra.

Além do mais, o que ocorre é uma tremenda estagnação discursiva, que propõe solucionar os problemas com as mesmas pautas reformistas de sempre, como o impeachment do Bolsonaro que daria lugar a seu vice Mourão - o que não difere, em linhas gerais, de uma espera passiva por Lula em 2022, visto que o próprio tempo político do impeachment já se foi. As direções não inovam e, assim, aprisionam as opções de luta para os estudantes e trabalhadores sem apresentar uma saída pela luta de classes. E é exatamente o que os partidos da esquerda institucional encontram-se fazendo, como PT e PCdoB, e infelizmente cada vez mais o PSOL: separando as lutas, contendo mobilizações e se apropriando das manifestações para propaganda eleitoral, como Lula vem realizando, sem tê-las convocado.

E é por isso, que é de extrema importância a participação de todos os estudantes na assembleia do dia 17/06 às 18h30, para que possam dar voz às revoltas e indignações que se fazem presentes. Só com o direito de voz e voto garantidos os estudantes podem tomar o rumo da luta em suas mãos para derrotar Bolsonaro, Mourão e todos os golpistas.

É importante, também, que seja votado e que se conforme na Assembleia um Comando Nacional de Delegados de Base entre as universidades para que os estudantes sejam melhor representados, de forma mais ativa e legítima ao decidir os rumos da luta. Cada assembleia estudantil poderia votar delegados na proporção de 1 a cada 40 ou 50 estudantes, por exemplo, responsáveis por levar para as reuniões de Comando Nacional as deliberações de cada assembleia e defender seu conteúdo. Estes delegados precisam ser revogáveis, como garantia de que as posições votadas em assembleia se expressem no comando nacional. O direito de definir o conteúdo e os rumos da mobilização são uma questão política de primeira importância. Isso sim permitiria uma experiência política profunda e acelerada para preparar grandes combates.

Leia mais: Por que defendemos assembleias de base e comando nacional de delegados?

O 19J deve ser só o começo de uma paralisação nacional unificada entre estudantes e trabalhadores! Não podemos esperar 2022, nem confiar no impeachment. Confiemos apenas na força da classe trabalhadora e seus métodos de luta.

Saiba mais: Contra Bolsonaro e Mourão, estudantes precisam defender uma Constituinte Livre e Soberana

Todes à assembleia!
Venha para o bloco da Faísca no 19J!
Fora Bolsonaro, Mourão e Militares!




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