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PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS | Texto da privatização da Eletrobras aprovado prevê aumento da conta de luz

Os chamados jabutis (adendos ao texto-base) encarecerão em ao menos 10% a conta de energia dos brasileiros.

terça-feira 22 de junho | Edição do dia

O Senado golpista aprovou a MP da privatização da Eletrobras por 47 votos a 37. Na Câmara dos Deputados a MP passou com 285 votos favoráveis e 136 contra. O projeto foi encaminhado para Bolsonaro sancionar e, se aprovado, tornará mais caro a conta de luz no bolso da população. O governo hoje detém 60% das ações, e passará a ser acionista minoritário com 45%.

Os adendos da MP preveem contratação de termelétricas para produção de energia. Essa energia é pelo menos três vezes mais cara que a sustentável. Para isso, pelo menos 20 bilhões deverão ser gastos na construção compulsória (inclusive em áreas indígenas) e contratação dessa energia que é mais cara e mais poluente. A previsão é que nos próximos 15 anos, 8 mil megawatts (MW) oriundos de gasodutos serão contratados para gerar energia. 1.000 MW no Nordeste, 2.500 MW no Norte, 2.500 MW no Centro-Oeste e 2.000 no Sudeste. Esse preço bilionário será cobrado na conta de luz dos consumidores, como bem afirma Carlos Faria, presidente da Associação Nacional de Consumidores de Energia (ANACE).

Estimativas da União Pela Energia apontam que pelo menos 84 bilhões de reais será o acréscimo na conta de energia dos brasileiros caso a MP seja aprovada por Bolsonaro. O que resulta num encarecimento absurdo para os trabalhadores, além de apagões como ocorreu no Amapá, pelo descaso da empresa privada Gemini Energy.

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Outro adendo que vem para colocar nas costas da classe trabalhadora a crise pela qual o país atravessa é a exclusão da empresa do regime de cotas que foi estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Este regime de cotas faz com que o preço gerado pelas usinas seja fixo e baixo. Sem isso, a Eletrobrás passará a vender energia no mercado livre, o que suscitará contas ainda mais elevadas e apagões mais frequentes, pois o que conta é o lucro da empresa e não o serviço básico garantido ao consumidor.

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