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Tereza Cristina defende criadores de gado do Pantanal em meio aos incêndios criminosos

Ontem a ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM), afirmou que a extrema seca pela qual passa o Pantanal neste ano faz com que a “tendência” seja a o ocorrência de mais incêndios no bioma. Também afirmou que “boi é o bombeiro do Pantanal” e que não se pode culpar o “homem do Pantanal” pelos incêndios. As declarações ocorreram em live promovida pela revista Época.

quinta-feira 24 de setembro| Edição do dia

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil e Mayke Toscano - Secom/MT.

A ministra afirmou que “culpar o homem do Pantanal pelos incêndios, aquele que trabalha lá, é injustiça”, já que ele está tendo prejuízo com o fogo. A ministra se alinha com o discurso de Jair Bolsonaro na ONU de relativizar as queimadas e defender o agronegócio.

Afirmando que “sobre a ’pata do boi’, que muitos querem tirar, os velhos pantaneiros dizem que o boi é o bombeiro do Pantanal, porque ele come a palha e as gramíneas. Assim, se tiver fogo ele não se alastra como vimos este ano", exemplificou.

Uma clara tentativa de justificar o aprofundamento dos grandes hectares para a criação de gado, procedimento realizado pelo latifundiários que possuem carta branca do governo pra destruir o bioma natural para garantir seus lucros na pecuária.

Para justificar a quase paralisia do combate às queimadas, como Bolsonaro, Tereza Cristina optou pela grande extensão territorial da Amazônia. "A Europa (ocidental), por exemplo, cabe inteira na Amazônia", destacou. Ao falar na movimentação do governo afirmou: "tem gente em helicópteros, aviões e gente por terra, gente apagando incêndios, vendo onde tem ilegalidades, prendendo gente e uma série de coisas que não são faladas, na imensidão que é a Amazônia", garantiu a ministra.

"No Pantanal, o Ministério do Meio Ambiente colocou aviões e o que tinha de material tanto humano quanto de recursos de equipamentos e não é suficiente", justificou.

Por fim, a ministra afirmou que o Brasil passa por um crise econômica, e também tem “necessidades enormes, como saneamento básico, moradia, muitos problemas a atacar”, dando entender que se contrapõe a resolução desses problemas seculares com o combate aos incêndios que devastam o Pantanal brasileiro.

Fonte: Agência Estado.




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