Terceira noite de protestos nos EUA tem repressão com dezenas de presos

Os protestos contra a morte do jovem negro Daunte Wright seguiram nos EUA, levando a terceira noite com jovens exigindo justiça e desafiando o toque de recolher da polícia. Diante disso, uma forte repressão da polícia, com aval dos Democratas, se coloca e já há mais de 60 presos.

quarta-feira 14 de abril| Edição do dia

Imagem: Erin Patrick O’Connor/The Washington Post

Há três dias a polícia assassinou Daunte Wright no Brooklyn Center, uma pequena cidade nos arredores de Minneapolis, e há poucos quilômetros de onde acontece hoje o julgamento de Derek Chauvin, assassino de George Floyd.

Desde o primeiro dia, alguns manifestantes saem às ruas, chegando a três noites de protestos, com cartazes com frases "Prendam todos os policiais assassinos racistas", "Eu sou o próximo" e "Sem justiça não há paz", resgatando alguns dos dizeres das mobilizações do ano passado, onde o Black Lives Matter tomou as ruas de todo o país.

As manifestações estão sendo fortemente reprimidas, já que as autoridades declararam um toque de recolher em toda Minneapolis e Saint-Paul na noite de segunda-feira e mobilizaram 1.000 soldados da Guarda Nacional.

Em apenas três dias de protestos, o número de presos já somam mais de 60, com forte repressão policial nas ruas, como mostram vídeos e imagens pelas redes sociais.

Joe Biden, disse que é “trágico” o que aconteceu com Wright, ao mesmo tempo que já pediu calma aos manifestantes e disse que "não há absolutamente nenhuma justificativa para saques". Usando novamente a retórica Democrata contra mobilizações em repúdio aos assassinatos negros, justamente para reduzir as manifestações aos saques e não ao fato dos manifestantes exigirem justiça por Daunte Wright, contra o racismo e a instituição policial e assim conseguir enterrá-las, seja com repressão, seja tentando jogar a população contra os manifestantes.

A equipe de defesa de Derek Chauvin na segunda-feira pediu que os membros do júri fossem isolados, para não serem influenciados pelos últimos eventos. Ou seja, até mesmo a defesa de Chauvin sabe que se trata da mesma coisa, mais uma vez um homem negro foi assassinado por um policial, agora mulher, o que mostra que não se trata de retirar algumas "maças podres" da polícia, se trata da instituição mais racista do estado capitalista, que faz dos negros vítimas do racismo, da covardia e da brutalidade da polícia. A equipe de defesa de Chauvin não quer, na verdade, que se tenha justiça e não condenem o réu que estrangulou até a morte George Floyd.

Veja mais em: O sistema racista que matou George Floyd está desenhado para liberar Derek Chauvin facilmente




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