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SUBNOTIFICAÇÃO | Teich segue linha assassina de subnotificação: “Não tem teste em massa”

quinta-feira 23 de abril de 2020 | Edição do dia

Nelson Teich em entrevista coletiva hoje deixou claro mais uma vez que se depender do governo as vidas da população serão rifadas com consciência. Misturando declarações falsas e distorcidas, com a clareza do absurdo, o novo Ministro da Saúde disse com todas as letras que não haverá testes em massa, deixando claro que a subnotificação, que em diversos estados já é bem consciente por parte dos governados também, seguirá sendo política.

“Não tem fórmula mágica, não tem teste em massa” é o que diz o ministro. Se, de fato não há formula mágica, como ele diz, há por um lado um conjunto de medidas bem básicas e emergenciais que nem Mandetta, nem Teich - nem se falar então de Bolsonaro - estão dispostos a garantir, como a proteção e a segurança dos médicos na linha de frente de combate, com EPIs para que não se contaminem, e também aquilo que Teich diz não haver, claro, os testes em massa.

Enquanto o Ministério, ainda com Mandetta ao cargo, já superfaturava insumos e equipamentos, como respiradores, fala-se eternamente da chegada de mais testes, tanto por vias federais quanto em declarações de governadores opositores de Bolsonaro. E nunca se vê crescer a testagem. Enquanto isso vemos dados mostrarem que a quantidade real de casos pode ser 15 vezes maior do que os números oficiais por falta de testes.

O próprio Ministro, Nelson Teich, admitiu, na coletiva, que conhecemos muito pouco do vírus. Mais razão, se seguirmos um pensamento minimamente lógico para entender a necessidade imediata de testarmos mais. Mas não, Teich deixou claro que não haverá testes massivos, “interpretar” os dados - estes mesmos que ele próprio deixou claro que sabemos pouco - é o que ele quer que acreditemos que fará a diferença.

Enquanto isso, os governadores que se opõe a Bolsonaro, não alcançam nem o mínimo que o governo federal larga em nome de salvar os empresários com injeções para os bancos em valores trilionários. Dória prometeu testes, que também nunca chegaram, e também subnotifica deliberadamente, assistindo crescer o número de casos, de mortes, de quantidades de leitos ocupados, vendo inclusive crescer o número de internados por síndromes respiratórias.

Crescem as demissões, e cresce a necessidade de leitos de UTI ao redor de todo o país, sem que haja qualquer tipo de controle real dos contaminados, pois não se testa. E os que são mais afetados são a classe trabalhadora, e a população mais pobre, que depende do SUS exclusivamente, que teve seus salários cortados fruto da MP de Bolsonaro, ou então perderam seus empregos, ou então estão em cima de uma moto, ou bicicleta todos os dias, arriscando suas vidas sem praticamente nenhum direito.

Por isso é necessário testes massivos. Para combater o vírus é emergencial combater a enorme subnotificação que existe hoje, importando a quantidade de testes necessários para testarmos aos milhões, e mapear o vírus, colocando também a estrutura das universidades públicas, que em grande parte hoje, já operam sob controle ou com enorme influência de empresas privadas, da indústria farmacêutica, que utiliza de laboratórios e insumos, e colocar essa estrutura a serviço da população, como mostrou a Unicamp que desenvolveu testes mais rápidos e baratos.




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