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TSE suspende condenação que tornava Crivella inelegível, não existem "provas robustas"

Ministro do TSE concedeu liminar favorável a Crivella, permitindo que o prefeito concorra à reeleição. Ministro alegou que não existem "provas robustas".

terça-feira 13 de outubro| Edição do dia

O ministro Mauro Campbell, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu uma decisão liminar (provisória) em que suspendeu a inelegibilidade do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos).

Candidato à reeleição, Crivella foi tornado inelegível pelos próximos seis anos por decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), no fim de setembro. A defesa do prefeito recorreu ao TSE.

O TRE-RJ entendeu que houve abuso de poder político quando, em um evento da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), o filho do prefeito, Marcelo Hodge Crivella, foi apresentado como pré-candidato a deputado.

Ao acatar o recurso da defesa do prefeito, o ministro Mauro Campbell disse que a pena de inelegibilidade é "personalíssima". Por isso, segundo o ministro, é preciso que haja "provas robustas" de que o acusado efetivamente cometeu a irregularidade, o que, para o ministro, não ocorreu.

Em nota, Crivella disse que a decisão do TSE "fez Justiça" e que não houve abuso de poder no evento da Comlurb, já que o filho dele perdeu a eleição.

A decisão da justiça mostra como não podemos confiar em sua seletividade para combater nossos inimigos de classe. Crivella responsável por inúmeros ataques aos trabalhadores no RJ tem forte rechaço da população, mesmo contando com o apoio oficial de Bolsonaro.




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