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Ataque Racista | TOTAL REPÚDIO: Estátuas dos Homens Pretos aparecem decepadas após meses de ataques

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, onde ficavam as estátuas, foi erguida por escravos negros em 1714, e restaurada em 1739. Há meses vem ocorrendo saques e outros ataques ao prédio histórico, sem nenhuma resposta por parte da prefeitura. E agora, as estátuas aparecem com suas cabeças arrancadas . Um ataque racista absurdo, de ataque à memória das negras e negros que resistiam à escravidão!

terça-feira 28 de setembro | Edição do dia

Ali os negros rezavam o rosário, jogavam capoeira, e ergueram o templo, junto com toda a cidade, sendo o segundo templo mais antigo. É patrimônio tombado desde 1988, e em abril deste ano que ocorreram 3 invasões, com quebra de imagens e peças sacras utilizadas nos ritos da igreja, como missas, batizados e casamentos, meses após a conclusão da reforma. A atual situação das estátuas concretiza não ser fruto do acaso ou de mudanças normais, já que inviabiliza uma restauração qualquer.

São ataques racistas à história e a luta do povo negro e é urgente e necessário organizar o mais amplo repúdio. Para isso, auto-organizar os trabalhadores e estudantes, através de cada sindicato, entidade estudantil, para impor nas ruas uma forte resposta ao racismo, que está expresso em cada ataque de Bolsonaro, Mourão e também, do prefeito Álvaro Dias, que deve prestar contas frente ao que ocorreu.

Quem paga a conta da crise, que paga mais caro com o aumento dos preços dos alimentos, o desemprego, e com suas vidas pela COVID e pelas balas da polícia, são negras e negros que o prefeito Álvaro Dias e toda a direita neoliberal racista ataca todos os dias. Salvam os lucros dos oligarcas e capitalistas, e quem paga são os trabalhadores, majoritariamente negras e negros. Atacam nossa memória, com intolerância religiosa que ataca distintas casas onde são praticadas as religiões de matriz africana, para buscar calar qualquer tipo de voz dissonante, como faz a extrema-direita recorrentemente. Este ataque não pode ser dissociado dos ataques de Bolsonaro, agronegócio e STF aos ataques aos povos indígenas com o Marco Temporal e a PL 490, ou como fez também Rui Costa (PT) na Bahia, atacando o Quilombo Quigoma à serviço das construtoras, numa tentativa de negar que negros escravizados que ergueram essa cidade, e em todo o país, lutaram contra a exploração colonial e capitalista e deixaram marcas da sua resistência, como nos Quilombos de Arrojados e Queimadas no nosso estado.

Erika Thuanny, Coordenadora Geral do Centro Acadêmico Marielle Franco, da Ciências Sociais da UFRN, e militante da juventude Faísca, disse ao Esquerda Diário: “É na força unificada das negras e negros, indígenas, estudantes, como parte e junto à classe trabalhadora que é preciso confiar para que seja possível arrancar justiça e memória. Nós do CACS teremos uma assembleia dos estudantes hoje para nos organizarmos para as manifestações do dia 02 de outubro, e vamos debater repudiar nas ruas este ataque, legitimado por todo o racismo destilado por Bolsonaro e Mourão. O ataque aos negros do Rosário também tem as suas mãos, assim como tem as mãos deste Estado que assassinou Giovanni Gabriel no ano passado, por Giovanni Gabriel, por Marielle Franco e pelo povo negro, é urgente que cada sindicato, entidade estudantil, seja parte de auto-organizar a luta contra esse ataque! Bolsonaro, Mourão e Álvaro Dias se tremem quando recuperamos o legado dos Quilombos ou dos Cariri, então recuperamos o legado da luta negra e indígena potiguar”




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